- Os últimos pacientes do Hospital Colônia de Barbacena, em Minas Gerais, foram transferidos nesta segunda-feira, 25, encerrando aquele capítulo do ocorrido.
- A jornalista Daniela Arbex reforça que a luta antimanicomial não acabou; houve avanços importantes, mas ainda existem visões contrárias, negacionistas e retrógradas.
- O Conselho Federal de Psicologia ainda aponta abusos em comunidades terapêuticas, defendendo a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) como substituta do modelo hospitalar.
- Cortes de verbas na RAPS prejudicam o acesso a um tratamento digno, fortalecendo argumentos a favor do retorno de um modelo segregacionista.
- Arbex descreveu o impacto das imagens de Luiz Alfredo no hospital e revelou ter encontrado 160 pacientes durante a apuração, para contar a história de sobreviventes.
Os últimos pacientes do Hospital Colônia de Barbacena, em Minas Gerais, foram transferidos nesta segunda-feira, 25. O episódio marca um marco histórico na luta antimanicomial, mas não encerra o debate sobre o tratamento de pessoas com transtornos mentais.
A jornalista Daniela Arbex, autora do livro Holocausto Brasileiro (2013), ressalta avanços significativos, porém alerta sobre resistência à mudança. Ela aponta visões contrárias que defendem manter o modelo de isolamento social.
O Conselho Federal de Psicologia ainda identifica práticas abusivas em comunidades terapêuticas, segundo Arbex, que atua como voz do movimento pela reforma psiquiátrica. A Rede de Atenção Psicossocial ganha força como substituta do modelo hospitalar.
Entretanto, cortes de verbas na Rede de Atenção Psicossocial prejudicam a oferta de tratamento digno. Instituições residenciais e caps sofrem impacto, segundo a autora, o que pode atrasar avanços já conquistados.
A obra de Arbex nasceu a partir de imagens do Hospital Colônia, captadas por Luiz Alfredo. Ela teve contato com sobreviventes durante a investigação, chegando a identificar 160 pacientes na instituição.
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