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Edifício Esther: marco modernista de São Paulo

Edifício Esther, marco da verticalização da praça da República, hoje reconfigura o legado modernista e permanece sob tombamento patrimonial

O edifício Esther foi projetado pelos arquitetos Álvaro Vital Brazil e Adhemar Marinho em 1936 e inaugurado em 1938
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  • O Edifício Esther, na praça da República, centro de São Paulo, foi projetado em 1936 por Álvaro Vital Brazil e Adhemar Marinho e concluído dois anos depois, marcando a verticalização da região.
  • O lote acabou abrigando dois edifícios: Esther (uso múltiplo) e Arthur Nogueira (serviços de apoio), formando um microquarteirão com acessos por três ruas.
  • A obra nasceu de um concurso patrocinado pela Usina Esther e incorporou conceitos da arquitetura moderna, como planta livre, pilotis, janela corrida e terraço-jardim.
  • O prédio destacou-se como ícone cultural e residencial de luxo, recebendo moradores e frequentadores ilustres, como Rino Levi, Emiliano Di Cavalcanti, Noêmia Mourão e Oswaldo Chateaubriand.
  • Após décadas de decadência e posterior venda entre as décadas de sessenta e setenta, o Esther foi tombado pelo CONDEPHAAT em 1990 e hoje abriga o Esther Rooftop, restaurante no terraço desde 2016.

O Edifício Esther, símbolo do modernismo na região central de São Paulo, nasceu na Praça da República. Projetado pelos arquitetos Álvaro Vital Brazil e Adhemar Marinho em 1936, foi concluído dois anos depois sob o conceito de uso misto: comercial, residencial e serviços. A proposta visava marcar a verticalização na praça e servir como sede da Usina Esther.

O empreendimento resultou de um concurso patrocinado por Paulo de Almeida Nogueira, empresário da Usina Esther em Cosmópolis. A ideia era criar uma torre que abrigasse escritórios, lojas, consultórios e residências, com aluguéis que garantissem a sustentabilidade do investimento. O projeto refletiu intenções de prestígio econômico para a família envolvida.

Estrutura e concepção

Devido ao terreno, o Esther foi contado junto ao Arthur Nogueira, formando dois prédios em um microquarteirão. A construção incorporou pilotis, planta livre, janela corrida e terraço-jardim, seguindo princípios do racionalismo e da Bauhaus. A estrutura em concreto armado permitiu plantas flexíveis, com áreas centrais de circulação e salões amplos.

A alteração do uso começou no térreo, com áreas comerciais, enquanto os apartamentos residenciais surgiam a partir do quarto andar. A fachada exibe frisos horizontais e janelas de formatos variados, marcando a evolução entre áreas de escritório e unidades residenciais.

Relevância histórica e descentralização

O Esther tornou-se ícone cultural, recebendo moradores ilustres como arquitetos, artistas e jornalistas. Entre os nomes que passaram pelo edifício estão o arquiteto Rino Levi e o casal Emiliano Di Cavalcanti e Noêmia Mourão, que contribuíram para a divulgação do prédio. A sede do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) e o Clubinho também funcionaram no local.

A deterioração ao longo das décadas foi acompanhada pela retirada da gestão da Usina Esther, que passou a concentrar investimentos em Cosmópolis. A venda do edifício ocorreu entre as décadas de 1960 e 1970, levando ao abandono gradual e à descaracterização de espaços originais. O Esther foi tombado pelo CONDEPHAAT em 1990.

Situação atual

Desde 2016, o terraço abriga o restaurante Esther Rooftop, sob a direção do chef Benoit Mathurin. O espaço oferece serviços de alimentação e eventos, destacando a vista da cidade enquanto preserva a memória arquitetônica do edifício. A trajetória do Esther ilustra o papel da verticalização na formação do Centro Novo de São Paulo.

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