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Homem é condenado a 122 anos por duplo feminicídio na Paraíba

Júri da Paraíba condena homem a 122 anos e 11 meses por duplo feminicídio de ex-companheira e mãe dela, em Coremas

Ingraça Vital e a mãe, Maria Pereira.
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  • Na zona rural de Coremas, Paraíba, Francisco Vital da Silva foi condenado a 122 anos e 11 meses de prisão pelo duplo feminicídio de Ingraça Vital e de Maria Virgolino Pereira.
  • O crime ocorreu em 9 de fevereiro de 2025, na residência de Ingraça, no Sítio Torrões; o réu chegou armado com um revólver calibre 38 e atirou nas duas vítimas.
  • Os filhos do casal, com 14 e 16 anos, presenciarem os fatos; o suspeito tentou suicídio com um tiro no ouvido e foi preso em seguida.
  • O júri reconheceu o feminicídio com agravantes para Ingraça e para Maria Virgolino, incluindo uso de meio cruel, presença de menores e idade da vítima.
  • As penas definidas foram 62 anos e 6 meses de reclusão por Ingraça Vital e 60 anos e 5 meses por Maria Virgolino, totalizando 122 anos e 11 meses, com regime inicial fechado e execução imediata.

Francisco Vital da Silva foi condenado pela Justiça da Paraíba a 122 anos e 11 meses de prisão pela morte de duas pessoas, Ingraça Rejane Virgolino Pereira Vital e Maria Virgolino Pereira. A sentença ocorreu após julgamento no Plenário do Júri de Coremas.

O crime aconteceu em 9 de fevereiro de 2025, na residência de Ingraça, no Sítio Torrões, zona rural do município de Coremas. O réu, inconformado com o fim do relacionamento, foi ao local com um revólver calibre 38 e abriu fogo.

Detalhes do caso

Os filhos do casal, com 14 e 16 anos, testemunharam a chegada do pai armado e tentaram impedir o ataque, sem sucesso. Ingraça sofreu dois disparos na cabeça e morreu no local. Maria Virgolino, avó das crianças, também foi atingida e morreu após receber três tiros.

Após os homicídios, Francisco tentou suicídio com um tiro no ouvido. Ele sobreviveu e foi preso em uma residência vizinha. O Ministério Público havia apresentado denúncia por duplo feminicídio, com agravantes.

Argumentos da decisão

O juiz Osmar Caetano Xavier acolheu integralmente o veredito do Conselho de Sentença, reconhecendo a autoria dos dois crimes e as causas de aumento previstas na denúncia. A defesa havia pedido desclassificação para homicídio simples e afastamento de qualificadoras, sem sucesso.

Pelo assassinato de Ingraça Vital, a pena fixada foi de 62 anos e 6 meses de reclusão. Em relação a Maria Virgolino, a pena ficou em 60 anos e 5 meses. As penas somadas totalizam 122 anos e 11 meses, a serem cumpridos em regime fechado.

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