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Metrópole na floresta abriga teatro de 1896 e dois rios que não se misturam

Manaus, única metrópole no coração da Amazônia, abriga o encontro dos rios Negro e Solimões, linha de separação de seis quilômetros visível do espaço

Manaus, Amazonas // Créditos: depositphotos.com / CreativeDesignNacional
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  • Manaus, com cerca de 2 milhões de habitantes, é a única metrópole brasileira situada no coração da floresta amazônica, no encontro dos rios Negro e Solimões.
  • O fenômeno da confluência é visível em imagens de satélite, com os dois rios correndo lado a lado por mais de 6 km sem se misturar.
  • O Teatro Amazonas, inaugurado em 1896, é símbolo da Belle Époque dos seringueiros, rodeado por øvras importadas de Itália, França e Reino Unido, e abriga a Amazonas Filarmônica.
  • A Zona Franca de Manaus, criada em 1967 e administrada pela SUFRAMA, reúne mais de 600 indústrias e responde por cerca de 120 bilhões de reais em faturamento anual.
  • A cidade oferece atrações como o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, o Museu da Amazônia, o Palácio Rio Negro e a Praia da Ponta Negra; o acesso aéreo é pelo Aeroporto Internacional Eduardo Gomes.

Manaus, a única metrópole no coração da Amazônia, guarda em 11.401 km² de área uma história que mistura teatro de 1896, mercados europeus e a curiosa confluência de dois rios. A cidade reúne 2 milhões de habitantes e se apresenta como porta de entrada para a maior floresta do planeta.

Na prática, Manaus nasceu do Forte de São José da Barra do Rio Negro, erguido em 1669 para defender o domínio português. Ao redor cresceu o Lugar da Barra, que virou cidade em 1848 e cidade atual em 1856, em homenagem aos Manaós.

Do Forte à Paris dos Trópicos

No final do século XIX, o Ciclo da Borracha elevou Manaus a uma das cidades mais ricas do mundo. Seringueiros importavam mármore italiano, vidro francês e ferro inglês, conferindo à capital o apelido de Paris dos Trópicos. O patrimônio histórico respira essa época.

O encontro das águas

A cerca de 10 km do centro, o Rio Negro e o Rio Solimões correm lado a lado por mais de 6 km sem se misturar, criando uma linha clara que é visível em imagens de satélite. O Negro oferece água escura, a 22°C, com 2 km/h; o Solimões, 28°C e 6 km/h, carrega sedimentos.

Economia, cultura e atrações

Criada em 1967, a Zona Franca de Manaus concentra mais de 600 indústrias e fatura cerca de 120 bilhões de reais por ano. A região é a maior da Amazônia em produção e empregos, com marcas como Honda, Nokia e Samsung presentes no polo industrial.

Entre os atrativos, o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, o Museu da Amazônia e o Palácio Rio Negro. A orla da Praia da Ponta Negra também figura entre os destinos obrigatórios para quem visita a capital.

Como chegar e quando visitar

O acesso vem principalmente do ar, pelo Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, com voos diretos a várias capitais. No interior, o trajeto até Belém envolve viagem pelo Rio Amazonas. O clima é equatorial, com período seco entre junho e novembro e chuvoso entre dezembro e maio.

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