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Pai de Henry aponta suspeita de premeditação na morte do filho por Monique

Pai de Henry diz ter passado a suspeitar de premeditação de Monique após o depoimento, citando comportamento atípico da criança antes da morte

Em julgamento, pai de Henry diz que suspeita de premeditação da morte do filho por parte de Monique
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  • Leniel Borel, pai de Henry, prestou depoimento no júri que julga Jairinho e Monique Medeiros e disse considerar atitudes de Monique como estranhas.
  • Segundo ele, Henry apresentou comportamento incomum ao ser devolvido à mãe, resistindo a sair do colo e chegando a ter ânsia de vômito.
  • O menino só concordou em se despedir após Monique afirmar que procuraria uma nova residência; pediu para ir à casa da avó, mas foi mantido no apartamento da mãe.
  • Leniel passou a acreditar em uma premeditação por parte de Monique, baseando-se em fatos apurados pela investigação; a julgadora interrompeu o depoimento para questioná-lo sobre essa suspeita.
  • Ao longo do depoimento, o pai relatou choques, ligações e pressões para acelerar procedimentos após a morte, além de mencionar ameaças que passou a receber após o caso.

O pai de Henry Borel, Leniel Borel, prestou depoimento no Tribunal do Júri que julga Jairinho e Monique Medeiros pela morte do menino de 4 anos. Ele relatou comportamentos incomuns de Henry ao ser devolvido à mãe, pedindo para não sair de seu colo.

Leniel disse que, em uma dessas ocasiões, Henry resistiu a voltar para casa, sentiu ânsia de vômito e só concordou em se despedir quando Monique mencionou a possibilidade de arrumar uma nova residência. O menino também pediu para ficar com a avó.

Segundo o pai, o menino demonstrou desejo de ir para a casa da avó, mas Monique afirmou que ele deveria ficar no apartamento dela. O depoimento ocorreu após o início de investigações que levantaram suspeitas de premeditação.

Ao longo do relato, Leniel afirmou ter passado a acreditar na premeditação por parte de Monique com base em fatos que conheceu depois. A juíza interrompeu o depoimento para questionar a mudança de posição do pai.

O depoimento de Leniel ocorreu num dia de tensão no plenário, com Monique deixando a sessão após mal-estar durante a exibição de fotos da necropsia, e Jairinho também deixando o recinto para receber medicação.

Ao relembrar a madrugada de 8 de março de 2021, Leniel contou ter recebido ligação de Monique às 4h20, informando que Henry estava em parada no Hospital Barra D’Or. Pouco depois, Jairinho teria ligado para pedir que Leniel fosse ao hospital.

Leniel relatou que ao chegar ao Barra D’Or encontrou médicos tentando reanimar Henry e afirmou que a cena o marcou profundamente. Ele questionou as explicações dadas pela defesa sobre quem teria feito os procedimentos de socorro.

No depoimento, Leniel disse que o ex-vereador sugeriu que a família cuidasse da polícia, enquanto Monique trataria do enterro, e que houve pressão para acelerar procedimentos no IML. As falas atribuídas a Jairinho e Monique foram citadas pelo pai.

Leniel indicou que, ao longo do tempo, percebeu sinais de violência que, segundo ele, Monique sabia reconhecer. O pai contestou a versão de dominação total defendida pela defesa de Monique e Jairinho.

Ao final, Leniel relatou que recebeu ameaças e passou a buscar proteção, citando a influência política da família de Jairinho. Ele afirmou que a exposição pública do caso elevou os cuidados de segurança ao longo do processo.

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