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Médica reanima passageira em parada cardíaca durante voo

Médica de São José do Rio Preto reanima passageira em parada cardíaca durante voo, salvando-a após vinte minutos de manobras e desfibrilação

Ginecologista e obstetra Carolina Rossignolo Torres, de 33 anos, de São José do Rio Preto (SP) — Foto: Carolina Rossignolo Torres/Arquivo pessoal
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  • No dia 29 de abril, uma passageira de 43 anos entrou em parada cardiorrespiratória em um voo da Latam de Congonhas (SP) para o Santos Dumont (RJ) e recebeu atendimento de emergência.
  • A médica Carolina Rossignolo Torres, 33 anos, ginecologista e obstetra de São José do Rio Preto, estava dormindo durante a aterrissagem quando ouviu pedidos de socorro.
  • Junto a comissários e outras profissionais de saúde a bordo, Carolina realizou manobras de ressuscitação cardiopulmonar e use de desfibrilador, com quatro choques elétricos ao longo de cerca de 20 minutos.
  • A passageira retomou pulsação após o atendimento e foi levada para um hospital no Rio de Janeiro, mantendo-se estável.
  • Em 4 de maio, já no retorno a São Paulo, a paciente foi informada de que sobreviveu, saiu da UTI e respira sem ventilação assistida.

A médica Carolina Rossignolo Torres, de 33 anos, estava em voo da Latam quando ocorreu uma parada cardíaca de uma passageira. O dia foi 29 de abril, o trecho de Congonhas, em São Paulo, para o Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A ginecologista obstetra estava dormindo durante a aproximação do pouso e ouviu pedidos de socorro.

Ao acordar, percebeu a gravidade da situação e se dirigiu à passageira de 43 anos, que estava desacordada e sem pulso. O marido da paciente acompanhava a cena, enquanto o voo seguia lotado para o show de Shakira. A médica iniciou a reanimação com o apoio de comissários de bordo.

A ação ocorreu com o avião já próximo do pouso, sendo o espaço entre as poltronas utilizado para as manobras. Envolvidos na primeira resposta, outros profissionais de saúde a ajudaram com compressões e ventilação, enquanto o desfibrilador foi empregado e quatro choques elétricos foram aplicados, totalizando cerca de 20 minutos de RCP.

O que aconteceu

Com a continuidade das manobras, a passageira voltou a apresentar pulso ao fim do atendimento dentro do avião. Após o pouso, foi encaminhada a um hospital no Rio de Janeiro, onde recebeu tratamento inicial. No dia 4 de maio, já de volta à rota para São Paulo, a paciente havia sobrevivido, deixado a UTI e recuperando a respiração sem ajuda de aparelhos.

Quem esteve envolvido

Carolina atua no SUS em São José do Rio Preto e detalha que a experiência reforçou o papel da formação médica na prática emergencial. Além da médica, uma enfermeira e outra médica no voo contribuíram com as manobras, com a equipe alternando compressões e ventilação.

Contexto e desdobramentos

A passagem ocorreu durante uma viagem de lazer da médica, que retornava a São Paulo após acompanhar um compromisso na cidade. A paciente continua recebendo atendimento médico no hospital de origem e o caso é relatado como exemplo de resposta coordenada em situação de emergência a bordo.

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