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Mulher empurrada de penhasco em Minas Gerais sobrevive e relata susto

Mulher é resgatada após queda de cinquenta metros em parque de Minas; ex-companheiro é preso preventivamente por tentativa de feminicídio

Ana Cláudia afirma que seu agressor ficou procurando o lugar 'onde ela morreria' para jogá-la no penhasco
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  • Mulher de 41 anos foi jogada de um penhasco de cinquenta metros no Parque Estadual da Serra do Rola Moça, região metropolitana de Belo Horizonte, e sobreviveu.
  • Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza foi resgatada após vinte e quatro horas de buscas, agarrada a um arbusto a cinquenta metros do local da queda, com apoio de bombeiros, policiais e helicóptero Arcanjo.
  • O ex-companheiro, Silvanildo Amâncio de Araújo Santos, de cinquenta e dois anos, foi preso preventivamente por tentativa de feminicídio; ele já possuía medida protetiva contra a vítima desde 21 de maio.
  • Ela afirmou ter sido perseguida pelo agressor após deixar a filha na escola, rendida com uma faca dentro de um carro e levada ao parque, onde ele tentou encontrar um local para jogá-la.
  • O suspeito aparece em vídeo admitindo ter empurrado a ex-mulher do penhasco, relatando ameaças anteriores e dizendo ter usado um canivete para intimidá-la. A vítima incentive outras mulheres a denunciar agressões.

Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, 41 anos, foi alvo de uma tentativa de feminicídio na região metropolitana de Belo Horizonte. Ela afirma ter sido jogada de um penhasco de 50 metros no Parque Estadual da Serra do Rola Moça, na terça-feira, 26 de maio. A vítima conseguiu sobreviver após a queda.

A agressão ocorreu após Ana Cláudia ser puxada para o veículo do ex-companheiro, Silvanildo Amâncio deAraújo Santos, 52, que a perseguiu quando a encontrou após deixar a filha na escola. Ela relata que, no interior do carro, ele a forçou a acompanhá-lo para conversar em outro lugar, com atitudes agressivas e nervosas.

O resgate foi coordenado por bombeiros, com o apoio de policiais e uma aeronave Arcanjo. O trabalho durou cerca de 24 horas, envolvendo 20 militares. A vítima foi localizada agarrada a um arbusto a 50 metros do local do empurrão.

Prisão e medidas protetivas

Silvanildo foi preso em Várzea da Palma, no norte de Minas, na manhã de terça. A prisão foi convertida em preventiva no dia seguinte, levando em consideração a existência de uma medida protetiva contra o agressor desde 21 de maio. A juíza destacou o perigo concreto representado pela continuidade da violência.

A vítima já havia denunciado o ex em 2020, sem que a prisão fosse decretada na ocasião. Ana Cláudia afirma que, durante o ataque, Silvanildo dizia buscar o local para que ela morresse, repetindo frases que desmentiam a percepção de morte imediata. Ela disse ter passado a noite buscando abrigo em uma rocha com uma fresta aberta.

A diarista afirma ter decidido falar publicamente para incentivar denúncias de violência contra mulheres. Ela ressalta a importância de que mulheres que enfrentam agressões não fiquem em silêncio, mesmo diante de pressões ou receios.

O caso também envolve relatos do ex-companheiro, que aparece em vídeo reconhecendo ter empurrado a vítima do penhasco. Em depoimento, ele alegou ter ido ao local para tentar alcançá-la, ter usado um canivete para intimidá-la e ter sido ameaçado pela filha da vítima.

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