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Brasil prende 10 pessoas a cada 9 dias por transportar drogas no corpo

Prisão de mulas no aeroporto soma mais de três mil nos quatro anos; em Guarulhos, hospital abriga cela improvisada para acompanhar detidos com drogas

Polícia Federal é a responsável pela fiscalização nos aeroportos
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  • Nos últimos quatro anos, 3.023 pessoas foram presas transportando drogas no corpo ou em malas nos aeroportos do Brasil.
  • Em Guarulhos, a PF criou uma “cela” improvisada no Hospital Geral de Guarulhos para acompanhar pessoas detidas com drogas no organismo, dando origem ao apelido “Hospital das Mulas”.
  • Em 2022 houve 600 prisões; 2023 registrou 769; 2024 teve o pico com 965; e 2025 teve 689 casos, representando queda pela primeira vez em quatro anos.
  • Nacionalidade: 69% dos casos são brasileiros (1.050 ocorrências) e 31% estrangeiros (471 ocorrências).
  • Especialistas destacam a subnotificação da criminalidade e discutem fatores socioeconômicos que levam pessoas a aceitar essas atividades, bem como iniciativas de ressocialização para reduzir reincidência.

Nos aeroportos do Brasil, mais de 3 mil pessoas foram presas transportando drogas no corpo ou em malas nos últimos quatro anos. Em Guarulhos,SP, a maior oportunidade de atuação da PF levou à criação de uma cela improvisada dentro do Hospital Geral de Guarulhos para acompanhar detidos com drogas no organismo.

O levantamento, com dados da Polícia Federal, mostra que 3.023 prisões ocorreram entre 2022 e 2025. Em 2022 foram 600 casos, 769 em 2023, 965 em 2024 e 689 em 2025, quando houve queda pela primeira vez no quadro anual.

Apesar da redução em 2025, o cenário permanece crítico. Em Guarulhos, o Hospital Geral de Guarulhos passou a abrigar a atuação da PF com pacientes detidos, ganhando a unidade o apelido de Hospital das Mulas.

Perfil sociodemográfico

Entre 2022 e 2025, a distribuição por gênero revelou variações: mulheres foram maioria em 2022 e 2024, enquanto homens dominaram 2023 e 2025. Em relação à nacionalidade, a PF indica que 69% dos casos envolvem brasileiros, diante de 31% de estrangeiros, em 1.050 ocorrências contra 471.

Contexto e impactos

Especialistas destacam que há subnotificação, o que dificulta a aferição exata da violência criminosa. A cifra oculta é mencionada por pesquisadores como fator que complica a repressão estatal. A ausência de registros consistentes pode mascarar a real dimensão do problema.

O porquê do fenômeno

O sociólogo aponta a criminalidade como opção de ganho rápido em meio a desigualdades. Em um ambiente com diversas facções, há uma rede de oportunidades no mundo ilícito que opera com estruturas hierárquicas, contratos informais e ganhos periódicos, o que atrai indivíduos pela promessa de retorno financeiro.

Perspectivas de ressocialização

A pena para tráfico internacional varia de 5 a 15 anos, considerando fatores como primariedade e condições familiares. A organização Recomeçar 360 atua na reinserção de egressos do sistema, oferecendo cursos e apoio para reintegração ao mercado de trabalho, buscando reduzir a reincidência.

Fonte: Portal Terra

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