- A Casa Conrado dominou o mercado de vitrais em São Paulo desde a inauguração, em 1888, atuando em igrejas e grandes edifícios da cidade.
- A empresa foi criada pelo imigrante alemão Conrado Sorgenicht, que trouxe a técnica ao Brasil; seu filho Conrado Sorgenicht Filho impulsionou o negócio, realizando obras como no Mercado Municipal e no Palácio das Industrias.
- Os dois períodos áureos ficaram marcados entre 1920 e 1935 e entre 1950 e 1960, quando a firma expandiu projetos, incluindo vitrais para a Beneficência Portuguesa e para a Faap.
- A partir dos anos sessenta, houve declínio do uso de vitrais na arquitetura brasileira, gerando crise e a transição para restauros, com a empresa atuando majoritariamente nesse segmento e hoje funcionando como ateliê em M’Boi Mirim.
- Ao longo de sua história, a Casa Conrado realizou centenas de obras no Brasil, incluindo aproximadamente vinte e três igrejas em São Paulo, como Catedral da Sé, Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e Santa Cecília.
A Casa Conrado dominou o mercado de vitrais em São Paulo desde sua inauguração, em 1888. Entre as décadas de 1920 e 1935 e, depois, entre 1950 e 1960, a empresa consolidou-se como referência na produção de painéis de vidro colorido para instituições religiosas e veja-se prédios públicos. Hoje, as obras da empresa podem ser avistadas em vários lugares da cidade, incluindo mercados, faculdades e catedrais.
Durante grande parte de sua trajetória, a Conrado trabalhou com uma parceria próxima ao escritório de Ramos de Azevedo, o que ampliou o alcance de suas obras. A clientela incluía igrejas, prédios públicos e casas de alto padrão, consolidando a presença do vitral como símbolo de status e engenhosidade artística.
A empresa foi criada pelo imigrante alemão Conrado Sorgenicht (1835-1901), que trouxe a técnica para o Brasil. Ele não desenhava, apenas trazia vidro de fora e usava artistas contratados para montar os vitrais com chumbo. O filho Conrado Sorgenicht Filho (1869-1935) impulsionou ainda mais o negócio, assinando painéis de destaque.
Entre as obras marcantes sob a gestão do filho estão os vitrais do Mercado Municipal e do Palácio das Indústrias. Para o mercado, Sorgenicht Filho percorreu o interior de São Paulo em busca de referências visuais que guiassem o desenho dos painéis.
Ao longo da história, a produção de vitrais atingiu um auge entre 1920 e 1935 e, posteriormente, entre 1950 e 1960. Nesse período, a Conrado comandava o mercado, especialmente em projetos religiosos e institucionais em São Paulo e em outras regiões do Brasil.
História e legado
Entre as obras de destaque na cidade estão vitrais em locais como Mercado Municipal, Catedral da Sé e Faap. A Conrado também decorou a Casa das Rosas, a Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e a Igreja de Santa Cecília, entre outras.
O artesanato exigia alto custo, manutenção e tempo de instalação. Por isso, o uso de vitrais diminuiu a partir dos anos 1960, quando a arquitetura moderna privilegiou simplicidade e transparência. As encomendas religiosas também diminuíram nesse período.
No fim dos anos 1960, a Conrado passou por mudanças estruturais: a empresa entrou em crise e apenas/restaurações permaneceram. O proprietário da época passou a lecionar no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, sinalizando a saída da gestão familiar.
Situação atual e contexto
Hoje a Casa Conrado existe como um pequeno ateliê de restaurações, localizado na região de M’Boi Mirim, zona sul da capital. Embora não tenha mais a mesma escala do passado, a empresa continua sendo referência para restaurações de vitrais históricos e peças de alto valor cultural.
Ao longo de sua existência, a Conrado produziu centenas de vitrais, com números que chegam a centenas de painéis, vistos em prédios históricos da cidade e em outras regiões do país. A presença dos vitrais reforça o papel da técnica no patrimônio brasileiro.
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