- O artista argentino Julio Le Parc, pioneiro da arte cinética, morreu aos 97 anos neste sábado, 30.
- Le Parc ficou conhecido por transformar luz, cor e movimento em experiências interativas que envolvem o público.
- Foi um dos fundadores do GRAV, grupo que buscava aproximar a obra do espectador, e ganhou o Grande Prêmio Internacional de Pintura da Bienal de Veneza em 1966.
- Suas obras integram coleções de referência como Centre Pompidou, MoMA e Tate, com retrospectivas no Met Breuer e Serpentine Gallery; em 2017 teve exposição no Instituto Tomie Ohtake.
- A relação com o Brasil envolveu a galerista Nara Roesler, com 18 exposições do artista realizadas desde 1999/2001; uma grande retrospectiva estava prevista para a Tate Modern.
Julio Le Parc, figura central da arte cinética, morreu aos 97 anos neste sábado, 30. O artista argentino foi reconhecido internacionalmente por explorar luz, cor e movimento em obras que convidam à interatividade. A confirmação veio pela Galeria Nara Roesler, representante dele no Brasil desde 2001.
A galeria destacou, em nota, que o legado de Le Parc alterou a forma como o público se relaciona com a arte, abrindo caminho para novas experiências e influenciando gerações de artistas contemporâneos.
Ao longo de quase sete décadas, Le Parc rompeu com convenções ao propor obras que exigiam participação ativa do espectador, transformando o observador em parte da obra. A prática foi marcante em uma trajetória marcada pela experimentação com luz, cor e movimento.
Nascido em Mendoza, Argentina, em 23 de setembro de 1928, Le Parc teve formação em Buenos Aires e mudou-se para Paris no fim dos anos 1950, cidade que moldou boa parte de sua produção. Na capital francesa, fundou o GRAV em 1960, grupo que buscava ampliar o papel do público na experiência artística.
O GRAV defendia a democratização da arte, rompendo barreiras entre criadores e espectadores. Le Parc criou obras com estruturas complexas, que integravam materiais industriais, elementos suspensos e instalações imersivas, explorando ilusões ópticas e deslocamentos de percepção.
Sua produção ganhou reconhecimento internacional em 1966, quando recebeu o Grande Prêmio Internacional de Pintura na Bienal de Veneza. Ao longo das décadas, obras dele integraram coleções de referência e museus como Centre Pompidou, MoMA e Tate.
Retrospectivas recentes revisitaram sua carreira, incluindo a mostra Julio Le Parc: Da Forma à Ação no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, em 2017, além de apresentações no Met Breuer, Nova York, e na Serpentine Galleries, Londres.
A relação com o Brasil ganhou força a partir da parceria com a galerista Nara Roesler, iniciada em 1999 e oficializada em 2001. A Nara Roesler promoveu 18 exposições do artista em São Paulo, Rio de Janeiro e Nova York, ampliando sua visibilidade brasileira.
Em comunicado, Nara Roesler expressou pesar pela perda e destacou a generosidade de Le Parc, cuja paixão pela criatividade inspirou muitos. A galeria lembrou ainda a capacidade do artista de transformar luz e movimento em experiências inesquecíveis.
Mesmo aos 97 anos, Le Parc seguia ativo em projetos relevantes. Está prevista uma grande retrospectiva intitulada Julio Le Parc: Light. Colour. Action, com abertura ainda neste mês na Tate Modern, em Londres, reunindo peças de toda a carreira.
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