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O que foi a Osogbo School of Art na Nigéria e por que foi importante

O movimento Osogbo nasceu, nos anos sessenta, em Mbari Mbayo, via oficinas guiadas por Beier e Wenger, levando artistas locais à fama global

Adebisi Fabunmi, Eko Harbor, n.d.
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  • A Osogbo School of Art surgiu na década de 1960, em Osogbo, Nigéria, a partir de oficinas experimentais no Mbari Mbayo Club, fundado por Duro Ladipo em conjunto com Ulli Beier.
  • Influenciados por Beier, Susanne Wenger e Georgina Betts Beier, jovens artistas passaram a desenvolver estilos próprios, combinando pintura, estamparia, design têxtil e elementos da cultura yorubá.
  • Artistas marcantes incluem Jimoh Buraimoh, Twins Seven-Seven, Muraina Oyelami e Asiru Olatunde, conhecidos por abordagens individuais e uso de materiais diversos.
  • Nike Davies-Okundaye, embora muitas vezes associada à Osogbo, afirma não ter participado das oficinas, destacando trajetória própria e enfrentamentos de misoginia na época.
  • A Osogbo School ganhou reconhecimento global, com exposições em instituições como Tate Modern e participação na Art X Lagos de 2025, ressaltando seu papel na história da arte contemporânea nigeriana.

Osogbo, cidade do sudoeste da Nigéria, abrigou nos anos 1960 um movimento artístico que nasceu de oficinas experimentais em um complexo teatral. A escola ganhou identidade propia a partir de artistas jovens que exploravam práticas visuais sem a carga da vida cotidiana.

O núcleo do movimento ocorreu no Mbari Mbayo Club, hoje memorial a Duro Ladipo, dramaturgo falecido em 1978. A partir de 1962, oficinas reuniram jovens para pintura, gravura e design têxtil, orientadas por nomes internacionais que influenciaram o grupo.

A origem foi impulsionada por Ladipo, Ulli Beier, Susanne Wenger e Georgina Betts Beier, que criaram um espaço para a livre experimentação. O objetivo era permitir que artistas desenvolvessem estilos individuais ligados à herança Yoruba.

Legado e identidade

Sem formação formal, os integrantes passaram a exibir trabalhos em instituições globais. Entre os espaços que receberam obras estão ICA de Londres, Goethe-Institut em Lagos, Neue Münchner Galerie e Otis Art Institute.

O movimento ganhou reconhecimento em museus e exposições, incluindo a mostra Nigerian Modernism no Tate Modern, com curadoria de Osei Bonsu e Bilal Akkouche. A recepção internacional ajudou a legitimar a produção de Osogbo.

Entre os artistas de destaque estão Jimoh Buraimoh, conhecido por murais de contas; Twins Seven-Seven, com composições em tecido e madeira; Muraina Oyelami, que explorou paisagens com rolos; e Asiru Olatunde, que trabalhou com metal repoussé.

Nike Davies-Okundaye é figura central de Osogbo pela difusão de têxteis tradicionais e pela Nike Centre for Art and Culture. Ainda assim, ela não se reconhece como parte formal da escola, atribuindo a si mesma uma trajetória independente.

Reconhecimento recente e impacto

Durante a edição de 2025 da Art X Lagos, houve palestra sobre a Escola de Osogbo, destacando seu papel na história da arte na Nigéria. O evento destacou a relevância histórica do movimento para o cenário artístico africano.

Para muitos, Osogbo representou mais que uma escola: foi uma experiência de criação coletiva. As obras mostraram a pluralidade de estilos, mas a força do grupo residiu nas relações entre os artistas.

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