- Em 2025, roubo e furto de carga caíram no estado de São Paulo (queda de 25% frente a 2024), mas aumentaram em cidades da região metropolitana e próximos a São Paulo, como Itapecerica da Serra (47,2% de alta) e Juquitiba, Cotia, Embu das Artes e Guarulhos.
- Região metropolitana manteve elevação em áreas cortadas por rodovias, como Régis Bittencourt e Raposo Tavares, com índices mais altos de ocorrências do que o interior.
- Na capital, o total de roubos caiu 24% entre 2024 e 2025, mas o Capão Redondo registrou a maior alta entre os bairros (35%).
- O valor estimado das cargas levadas caiu 9,1% de 2024 para 2025, mas o prejuízo médio por ocorrência subiu 19,6%.
- Governo e polícia afirmam manter ações contínuas de combate aos crimes contra o patrimônio, com uso de monitoramento e atuação integrada entre as forças, além de investigações para desarticular grupos criminosos.
O roubo de carga registrou queda no estado de São Paulo, mas houve alta em cidades da região metropolitana, segundo levantamento divulgado recentemente. Dados apontam variação entre 2024 e 2025, com continuidade de ações de policiamento.
A pesquisa envolve a Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap) em parceria com a Tracker, a partir de boletins da Polícia Civil. O estudo aponta deslocamento do crime de grandes centros para o entorno, com atuação de rodovias importantes.
Em 2025, o estado teve 4.159 ocorrências, ante 5.530 em 2024, queda de 25%. No início de 2026, o volume do período trimestral ficou 30,2% menor frente ao mesmo intervalo de 2025.
Região metropolitana e áreas rodoviárias
Itapecerica da Serra teve o maior aumento percentual, com 106 ocorrências em 2025 ante 72 em 2024 (alta de 47,2%). Juquitiba, Cotia, Embu das Artes e Guarulhos também tiveram elevações, assim como áreas da Baixada Santista.
A capital paulista registrou queda de 24% no comparativo entre 2024 e 2025, apesar de manter o maior volume de casos. Capão Redondo teve a maior alta entre os bairros da cidade, com +35%.
Rota de maior incidencia e perfil do crime
A pesquisa aponta que regiões cortadas por Régis Bittencourt e Raposo Tavares concentram o aumento, ligando-se a corredores logísticos importantes. O valor estimado das cargas levadas caiu 9,1% entre 2024 e 2025, mas o prejuízo médio por ocorrência subiu 19,6%.
Bebidas, alimentos, cigarros, eletrônicos e itens farmacêuticos aparecem entre as mercadorias mais visadas, com o crime se adaptando a cargas de maior valor. Em quase 80% das ocorrências, o motorista foi mantido sob controle dos criminosos.
Ações de segurança e próximos passos
A Secretaria da Segurança Pública ressaltou que não comenta pesquisas sem metodologia, mas afirmou manter ações contínuas de combate aos crimes contra o patrimônio em todo o estado. A atuação envolve integração entre Polícia Civil, Polícia Militar e uso de monitoramento.
Segundo a pasta, houve reforço de patrulhamento, saturação de áreas com maior incidência e investigações para desarticular organizações criminosas. O monitoramento, inclusive, auxilia na recuperação de cargas.
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