- Um advogado foi preso por supostamente repassar mais de R$ 273 mil para o líder do tráfico que atuava no bairro Parolin, em Curitiba.
- A prisão ocorre dentro de uma operação deflagrada em abril, que resultou na detenção de 11 pessoas ligadas a uma organização criminosa investigada por movimentar cerca de R$ 30,5 milhões com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
- A polícia aponta que o profissional criou uma pessoa jurídica no próprio endereço e intermediou aluguel de um ano em um condomínio de luxo em Maceió (AL) para o líder do grupo, com pagamentos de R$ 96 mil.
- A investigação indica que o advogado ajudou o chefe do tráfico a viver em segredo em Maceió, sob fachada de legalidade, para benefício da organização.
- Também foram identificados movimentos de R$ 177,9 mil ligados a empresa falsa, operadores financeiros e contas de esposas das lideranças, além de R$ 8,1 mil em dinheiro apreendido sem origem comprovada.
Um advogado foi preso nesta segunda-feira (1º) sob suspeita de intermediar repasses ilícitos de mais de R$ 273 mil para o líder do tráfico de drogas do bairro Parolin, em Curitiba, segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR). A prisão integra uma operação deflagrada em abril, que resultou na detenção de 11 pessoas ligadas a uma organização criminosa. A prisão ocorreu em meio à investigação de movimentação financeira relacionada ao grupo.
Segundo a PCPR, o profissional teria criado uma pessoa jurídica situada em seu endereço e utilizado pagamentos de R$ 96 mil para custear um ano de aluguel do líder em um condomínio de luxo em Maceió, Alagoas. A polícia não divulgou o nome do suspeito.
“O contrato de locação foi intermediado pelo profissional por meio de dados pessoais de um usuário de drogas em situação de vulnerabilidade”, disse o delegado Ricardo Casanova, da PCPR. A investigação aponta que o advogado ajudou o chefe do tráfico a viver de forma oculta em Maceió, longe das atividades em Curitiba.
Contexto da operação e origem das informações
A apuração teve início em junho de 2025. O grupo expandiu domínio no Parolin após um confronto com uma organização rival. A quadrilha transformou imóveis da região em depósitos de armas, drogas e abrigos operacionais, conforme apontam as investigações.
Movimentação financeira e desdobramentos
Além dos R$ 273 mil repassados, a PCPR identificou mais R$ 177,9 mil em movimentações envolvendo uma empresa falsa, operadores financeiros da organização e contas ligadas às esposas das lideranças. A apreensão também contabilizou R$ 8,1 mil em dinheiro vivo sem comprovação de origem. As lideranças do grupo teriam recebido ameaças, o que resultou na transferência de penas para Maceió.
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