- Raymonde Arcier morreu em maio, aos 86 anos, conforme anunciavam curadores e a revista Textile/Art.
- Nascida em 1939, em Bellac, França, foi trabalhadora de escritório que se tornou artista autodidata.
- A partir de 1970, criou obras marcantes em crochê e tricô com lã e algodão, além de tecer metais, com até um ano de sua produção.
- Entre as obras, destacam-se Faire ses provisions (1971), grandes sacolas feitas com pontos de garter, e Au nom du père (1975–1976), uma escultura de uma mulher nua na coleção do Centre Pompidou.
- A artista ficou conhecida por ativismo feminista desde os anos setenta e pela crítica à condição das mulheres dentro de uma sociedade patriarcal, ampliando objetos do cotidiano para propor reflexão.
Raymonde Arcier, artista feminista francesa, faleceu em maio aos 86 anos. A informação foi confirmada por curadores e pela revista Textile/Art.
Arcier nasceu em 1939 em Bellac, na França, e construiu trajetória como trabalhadora de escritório e artista autodidata. A partir de 1970, desenvolveu obras marcantes em crochê, tricô e até metal, com cada peça demandando até um ano de trabalho, segundo o Centro Pompidou em suas fontes oficiais.
Entre suas obras de destaque estão Faire ses provisions, de 1971, grandes sacolas criadas com novelos de pontos de gancho, e Au nom du père, de 1975-1976, uma escultura monumental de uma mulher nua com os seios explorados, que integra o acervo do Pompidou.
Stavroula Coulianidis, curadora independente que começou a trabalhar com Arcier em 2022, relembrou a atuação de Arcier no ativismo feminista desde os anos 70, incluindo a participação no movimento pela libertação das mulheres e a criação do periódico Le Torchon brûle. Segundo a curadora, Arcier, autodidata, desenvolveu um corpo de esculturas conectadas à condição feminina dentro de uma sociedade patriarcal, com o objetivo de expor essa realidade.
Coulianidis acrescentou que o cotidiano feminilizado — atividades como compras, limpeza, costura e vestuário — foi a base de obras que ampliaram objetos do dia a dia a proporções monumentais, destacando a onipresença e o peso dessas tarefas na vida das mulheres.
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