- O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ter enviado aos EUA uma carta pedindo que não seja aplicada a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e afirmou estar disposto a ajudar nas tratativas.
- Em vídeo publicado, ele atribuiu a medida à política externa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e disse que pode colaborar pelo bem do povo brasileiro.
- A íntegra da carta foi divulgada; o documento solicita que o governo americano reavalie a aplicação da tarifa, que foi proposta pelo governo dos Estados Unidos com base na Seção 301.
- Flávio contestou críticas de influência de sua viagem aos Estados Unidos, dizendo que o processo começou em 2025 e envolve mais de sessenta países.
- O senador também comentou a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos EUA, defendendo a inclusão do Brasil no Escudo das Américas para ampliar cooperação contra o crime organizado.
Flávio Bolsonaro envia carta a Washington e oferece ajuda para evitar tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros. O senador pelo PL (RJ) afirma que pediu aos Estados Unidos que não seja aplicada a tarifa de 25% proposta pelo governo de Donald Trump, baseada em uma investigação da Seção 301.
Em vídeo divulgado nas redes, Flávio atribui a medida à política externa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e diz estar à disposição para colaborar nas tratativas. A íntegra da correspondência foi publicada pelo senador.
A carta foi enviada ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, segundo o próprio senador. O documento solicita que o governo americano reavalie a aplicação da tarifa sobre produtos brasileiros. A íntegra do texto está disponível pelo Portal Poder360.
Flávio rebateu críticas sobre possível influência de sua viagem aos EUA na decisão comercial. Segundo ele, o movimento teve início em 2025 e envolve mais de 60 países, não apenas o Brasil.
Contexto da tarifa
A proposta de tarifa é apresentada pelo governo norte-americano após investigação da Seção 301, envolvendo áreas como propriedade intelectual, combate à corrupção, comércio digital, etanol e fiscalização ambiental. O objetivo seria pressionar mudanças de políticas no Brasil.
Perspectivas para negociação
Flávio afirma que, se eleito, o ex-presidente dos EUA poderia abrir espaço para negociação sem o uso de tarifas a partir de 2027. O senador diz que o Brasil deve negociar em condições de igualdade.
Outros pontos do discurso
Em relação ao combate ao crime organizado, o senador mencionou a classificação de PCC e Comando Vermelho como organizações consideradas terroristas pelos EUA. Segundo ele, isso facilitará a cooperação internacional e a inclusão do Brasil em iniciativas regionais contra facções criminosas.
Flávio citou a ideia de inserir o Brasil no chamado Escudo das Américas, que reuniria países do continente para ampliar a cooperação no enfrentamento de facções criminosas. O deputado afirmou ainda que Lula não teria cumprido compromissos nesse tema, reforçando a necessidade de ações nacionais.
Entre na conversa da comunidade