- Com 70 ambientes distribuídos por mais de 10 mil m², a CASACOR São Paulo 2026 ocupa o Parque da Água Branca e conecta arquitetura, design, paisagismo e arte em torno de memória, bem‑estar, natureza e relações humanas.
- O tema é Mente e Coração, propondo uma pausa no ritmo da vida contemporânea em meio a estímulos excessivos.
- Cerca de quarenta por cento do percurso fica aberto ao público, favorecendo a integração com o espaço público do parque.
- Entre os destaques estão a Casa Magma Portinari, a Casa Simonetto – Tributo a Janete Costa, o loft Casa Pulsante de Léo Shehtman e outros ambientes que exploram a memória e a identidade cultural.
- A mostra funciona de 2 de junho a 9 de agosto, de terça a domingo, das 11h às 22h, com ingressos a partir de 80,50.
A CASACOR São Paulo 2026 abriu no Parque da Água Branca, na zona oeste, com o tema Mente e Coração. A mostra reúne 70 ambientes em mais de 10 mil m², combinando arquitetura, design, paisagismo e arte. O objetivo é explorar bem-estar, memória, natureza e relações humanas.
Cerca de 40% do percurso fica aberto ao público, fortalecendo a relação com o espaço público do parque. A fachada com muxarabis, assinada por José Luiz Favaro e Yuri Matsui Ramos, funciona como passagem entre cidade e mostra, filtrando a luz natural.
Destaques e propostas centrais
Entre os ambientes, o espaço assinado por Paulo Azevedo, no hall de um casarão histórico, oferece atmosfera quase onírica com tons azuis e uma tenda central. A montagem propõe a casa como território de memória e acolhimento.
A Casa Magma Portinari, do escritório Suite, ocupa 215 m² e transforma o lar em espaço de regeneração. Uma grande parede curva organiza a circulação, com materiais quentes como pedra, madeira e cerâmica, em iluminação suave.
Mais espaços e enfoques
Guilherme e Dado Castello Branco apresentam um apartamento de 265 m² com living integrado. Há arte, livros e mobiliário contemporâneo, e um lavabo com tecido listrado bordô que contrasta com a neutralidade dos ambientes.
A Casa Simonetto – Tributo a Janete Costa, de Gabriel Fernandes, destaca memória e identidade cultural. Uma estante em pau-ferro e objetos do acervo de Janete Costa compõem a narrativa, junto a tecidos manuais e lareira central.
Outras leituras da casa
Léo Shehtman assina a Casa Pulsante, loft de 84 m². A marcenaria em marsala cria drama, enquanto a cozinha cenográfica reforça a teatralidade dos projetos.
O Lounge Mi Corazón, de Michele Wharton, remete a casas latino-americanas dos anos 1980. Tapetes, porcelanas e artesanato panamenho destacam heranças culturais e histórias familiares.
Memória e habitar
Casa Coral Celeiro Alvorada, de Nildo José, ocupa 213 m² e privilegia memória do pai, com pé-direito duplo, estante de livros e escada helicoidal roxa. Tons terrosos reforçam acolhimento e referências rurais.
Entre os espaços mais delicados está o Estúdio Semibreve, de Clara Nahas. Sem televisão, o foco é conversa, escuta e contemplação, com vitrola e cerâmica bordô.
Sobre o propósito da mostra
A CASACOR 2026 não exibe apenas tendências; propõe refletir sobre modos de habitar na era da hiperconectividade e da inteligência artificial. O foco é tempo, memória, afeto e relações humanas.
A mostra abre ao público em 2 de junho e fica até 9 de agosto, sempre no Parque da Água Branca. Onde: Parque da Água Branca, SP. Quando: 2 de junho a 9 de agosto, de terça a domingo, das 11h às 22h. Ingresso a partir de 80,50.
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