- Thiago Pitthan, de 47 anos, diagnosticado com câncer terminal, decidiu realizar o próprio velório ainda em vida.
- A família inicialmente ficou abalada, mas passou a entender que a cerimônia seria uma forma dele lidar com a finitude, celebrando a vida.
- O funeral ganhou tom de festa: café da manhã, música, rodas de samba e homenagens, com convidados que foram chegando aos poucos.
- Um dos momentos marcantes foi a chegada do irmão que mora em Portugal, reforçando o espírito de encontro entre familiares.
- Ao final, Thiago agradeceu e ressaltou que, mesmo com o diagnóstico, ele continua vivendo; a irmã escreveu um livro como homenagem ainda em vida.
A família de Thiago Pitthan, 47 anos, decidiu transformar a despedida em vida após o diagnóstico de câncer terminal. A cerimônia ocorreu em Campo Grande, MS, organizada pela família e amigos para celebrar a trajetória dele, sem seguir o luto tradicional.
Inicialmente, a mãe Mabel Shueler ficou surpresa com a ideia de um velório realizado ainda vivo, mas passou a entender a proposta como uma forma de protagonismo e lucidez diante da finitude. Um dos irmãos relembrou que Thiago escolheu chamar o encontro de velório, para manter o foco na celebração da vida.
O irmão mais novo, que morou no exterior, celebrou o reencontro com Thiago e reforçou que a visão de vida do hermano se alterou ao longo do tempo. A irmã caçula decidiu escrever um livro como forma de homenagear o irmão ainda em vida, processo que ajudou a lidar com a situação.
Celebração da vida entre música, encontros e gratidão
No dia, o ambiente ganhou tons de festa em vez de luto rígido, com café da manhã, música e conversas entre convidados. Houve roda de samba, apresentações de amigos e coreografias coletivas, marcando um clima de celebração.
A organização cresceu rapidamente: o número de participantes chegou a cerca de 100 pessoas, com a participação ampla de quem foi ao encontro sem convite formal. O irmão que mora em Portugal conseguiu chegar a tempo para participar.
Durante a cerimônia, Thiago agradeceu aos presentes, explicando que o evento foi planejado como uma celebração da vida, não como um encerramento. A parceira dele reforçou que a vivência dele tem influenciado positivamente sua visão sobre o período vivido.
Ao final, a família avaliou que o encontro não representou um fim, mas uma continuidade de laços e aprendizados. Thiago reiterou que, enquanto estiver vivo, continua vivendo, mesmo diante da doença.
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