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Literatura como resistência ganha espaço na Feira do Livro

Na Feira do Livro, Finkelstein lança livro sobre instrumentalização da memória do Holocausto, ampliando o debate sobre Israel; programação segue até 7 de junho

Festival literário São Paulo/Instagram
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  • Pela primeira vez no Brasil, Norman G. Finkelstein lança o livro “A indústria do Holocausto: reflexões sobre a exploração do sofrimento judeu” na Feira do Livro de São Paulo, com programação até 7 de junho e entrada gratuita.
  • O autor será entrevistado pela jornalista Patrícia Campos Mello no Auditório Museu do Futebol, no encontro Holocausto e Palestina.
  • A obra analisa a instrumentalização política da memória do Holocausto para interesses de classe e elites judaicas dos Estados Unidos, segundo a divulgação da editora.
  • Cauê Seignemartin Amenio afirma que Finkelstein é uma voz crítica relevante no cenário internacional, associando-o a posições antissionistas e a repercussões públicas.
  • Also na Feira do Livro, ocorre uma conversa sobre bibliodiversidade e literatura de países pouco traduzidos, com Graziella Beting, Laura di Pietro e Leonardo Garzaro, discutindo a visão de que a literatura é resistência e como ampliar referências além da Europa e Estados Unidos.

Pelo menos duas atrações marcam a Feira do Livro em São Paulo, ampliando o espaço da literatura como tema de resistência. Pela primeira vez no Brasil, o livro A indústria do Holocausto chega para debate na quinta-feira (4), durante o festival com entrada gratuita, que vai até 7 de junho.

O lançamento é do cientista político Norman G. Finkelstein, com entrevista da jornalista Patrícia Campos Mello no Auditório Museu do Futebol. O encontro, intitulado Holocausto e Palestina, reúne dados sobre memória histórica e políticas de Estado, sob visão crítica do autor.

Finkelstein é filho de sobreviventes dos campos de concentração nazistas e do Gueto de Varsóvia. Em suas obras, ele discute a instrumentalização política da memória do extermínio e o papel de elites judaicas e de Estados Unidos na narrativa sobre o Holocausto.

Para Cauê Seignemartin Amenio, editor da Autonomia Literária, Finkelstein tornou-se voz de referência, especialmente em temas ligados ao Oriente Médio e à crítica a políticas de Israel. A editora acompanha a circulação do livro no Brasil.

Bibliodiversidade

A Feira também traz uma conversa sobre literatura de países pouco traduzidos. Nesta quarta-feira (3), às 15h40, Espaço Motiva Tablado Literário recebe Graziella Beting, Laura di Pietro e Leonardo Garzaro para discutir o impacto da tradução e da diversidade na literatura global.

Laura di Pietro, diretora editorial da Tabla, destaca a importância de ampliar referências culturais no Brasil diante de conflitos internacionais. A mesa enfatiza o papel da bibliodiversidade como forma de resistência e de ampliar horizontes, contribuindo para uma visão mais crítica da mídia dominante.

A comentarista ressalta ainda o trabalho de editoras independentes, que ajudam a manter viva a diversidade literária, especialmente de África, América Latina e Ásia Ocidental, territórios frequentemente pouco representados.

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