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Mãe de Henry Borel afirma que suspeita ter sido dopada

Mãe de Henry Borel diz que suspeita ter sido dopada no dia do assassinato e admite que Jairinho pode ter sido o responsável

Professora Monique (foto) prestou depoimento nesta 3ª feira (2.jun.2026) sobre o caso
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  • Monique Medeiros afirmou ao júri, nesta terça-feira, que suspeita ter sido dopada no dia do assassinato de Henry Borel, em março de 2021.
  • Ela disse que, na época, não acreditava que Jairinho, então namorado e padrasto, fosse capaz de agredir Henry, mas hoje há indícios de que ele possa ter sido o autor.
  • A testemunha descreveu um relacionamento com Jairinho marcado por ciúmes e episódios de agressão contra a criança, incluindo uma tentativa de enforcamento.
  • Monique relatou troca de mensagens com a babá sobre novas agressões e afirmou ter comprado câmeras de vigilância antes do depoimento, além de dizer que não ordenou a babá apagar mensagens.
  • Ela também relatou que, no dia do crime, acordou com Jairinho dizendo ter ouvido barulho, levou Henry ao hospital e que, ao chegar, a criança não apresentava marcas visíveis.

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, afirmou no júri nesta terça-feira 2 de junho de 2026 que suspeita ter sido dopada no dia do assassinato do menino, ocorrido em março de 2021. Ela depôs no 9º dia do júri realizado no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro.

A ré no processo em que o crime é julgado é acusada de omissão na proteção de Henry e o ex-companheiro, o ex-vereador Jairinho, é réu pela acusação de homicídio qualificado e tortura. O Ministério Público aponta que Jairinho teria agredido a criança, enquanto Monique seria responsável por não agir.

No depoimento, Monique disse que, na época, não acreditava que Jairinho fosse capaz de causar agressões graves ao filho. Hoje, segundo ela, há elementos para acreditar que ele pode ter sido o responsável pela morte, sem confirmar a autoria.

Ela relatou que a relação com Jairinho era estável no início do relacionamento, mas que o padrasto apresentava ciúmes excessivos. Um episódio de enforcamento durante uma crise de ciúmes foi descrito pela ré como um momento de tensão no casal.

A testemunha mencionou ainda que, após um episódio envolvendo o garoto, Leniel Borel, pai de Henry, pediu que o padrasto não repetisse o gesto. Monique afirmou que passou a evitar que Henry ficasse sozinho com Jairinho.

Paralelamente, Monique relatou que Henry relatou para a babá episódios de agressão suposta, como bandas e chutes, e disse que a mãe deveria saber disso. Segundo a ré, Jairinho negou as acusações, alegando que era apenas uma brincadeira.

Ela relatou trocas de mensagens com a babá, que descreviam momentos de tensão e relatos de dor no joelho e na cabeça do menino. Monique disse ter ficado apavorada com a possibilidade de novas agressões e tentou orientar a babá a afastar Henry de Jairinho.

O depoimento também abordou a tentativa de apagar mensagens entre a babá e Monique, com a ré negando ter ordenado a ação. Ela disse acreditar que outras pessoas da família de Jairinho teriam influenciado a funcionária a excluir mensagens.

Sobre o dia do crime, Monique afirmou que Henry estava dormindo quando o casal foi para outro quarto. Ela disse suspeitar que Jairinho tenha dado substâncias para fazê-la dormir, prática que, segundo ela, já havia observado em outras ocasiões.

No hospital, após a suposta circunstância, Monique relatou que o menino chegou sem marcas visíveis e que houve uma decisão de manter a calma durante as informações iniciais. A ré disse ainda que não houve registro de agressões conhecidas na época.

A testemunha afirmou que, nos dias que antecederam a prisão de Jairinho e de Monique, houve relatos de agressões de ex-parceiras dele. Perguntada sobre a responsabilidade pela morte, Monique disse acreditar que Jairinho pode ter sido o responsável, sem confirmar a autoria.

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