- Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, disse que hoje acredita ter sido o responsável pela morte do filho, Jairinho, durante o 9º dia do júri no Rio de Janeiro.
- Ela afirmou ter sido dopada pelo ex-vereador, que costumava lhe dar remédios para dormir, e relatou que Jairinho enviava mensagens de traição.
- Monique relatou um episódio de novembro de 2020, quando Jairinho invadiu a casa dos pais dela, beijou-la, a enforcou e houve discussão sobre as mensagens com outras mulheres.
- Débora Mello Saraiva, ex-namorada de Jairinho, alegou ter sido dopada e estuprada pelo ex-vereador; ela diz que o filho dela contou que Jairinho o agredia.
- O julgamento segue com interrogatórios de Jairinho, debates entre Ministério Público e defesas, até a votação pelo Conselho de Sentença.
Durante o julgamento do Caso Henry Borel no II Tribunal do Júri da Capital, no centro do Rio de Janeiro, Monique Medeiros relatou episódios de traição e violência ocorridos durante o relacionamento com Jairinho. Ela afirmou hoje acreditar que foi ele quem esteve por trás da morte de Henry, apontando o ex-vereador como responsável pela possível consequência fatal.
Monique disse não ter presenciado o que ocorreu na madrugada de 8 de março de 2021 porque estaria dopada pelo réu. Segundo ela, Jairinho costumava fornecer medicamentos para dormir e houve momentos em que observou remédios triturados em taças de vinho. Ela também relatou orientação jurídica para inicialmente mentir em depoimentos à polícia.
Ainda no depoimento, a mãe de Henry recordou um episódio de novembro de 2020, quando, em casa dos pais em Bangu, Jairinho invadiu o imóvel após crise de ciúmes. Ela descreveu que foi contatada pelo marido da ex-companheira de Jairinho, que confirmou tensões entre o casal e agressões.
Depoimentos de outras testemunhas
Débora Mello Saraiva, ex-namorada de Jairinho, afirmou ter sido dopada e agredida pelo então vereador. Ela relatou agressões físicas contra si durante o relacionamento, que se estendeu entre 2014 e 2020, e mencionou que o agressor também teria feito mal ao filho dela, segundo relatos da própria criança.
Ainda segundo Débora, Jairinho apresentou episódios de abuso contra o filho, incluindo uma violência física descrita pela menina como agressões que teriam ocorrido antes de a vítima compreender o que acontecia. Ela contou que o filho revelou, anos depois, que Jairinho havia lhe feito mal.
A testemunha relatou que, em certa ocasião, Jairinho dopou Débora no próprio lar e, nesse dia, houve abuso sexual. Ela afirmou que acordou com dor e que o réu teria admitido a agressão, além de descrever cenas em que o filho tentou acordá-la sem sucesso. Entre os episódios, Débora mencionou ainda uma fratura grave do filho após uma festa, atribuída ao comportamento do vereador.
O júri continua com os interrogatórios dos réus, seguidos de debates entre o Ministério Público e as defesas, antes da votação pelo Conselho de Sentença.
Entre na conversa da comunidade