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Monique diz acreditar que padrasto matou Henry e que foi dopada por ele

Monique muda de versão e passa a acreditar que Jairinho matou Henry, afirmando ter sido dopada pelo padrasto na noite da morte.

Monique, mãe do menino Henry Borel, depõe em tribunal nesta quarta-feira (9) — Foto: Paulo Carneiro/PhotoPress/Estadão Conteúdo
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  • Interrogatório de Monique começou por volta das 10h30 e ela relatou agressões de Jairinho contra Henry desde o início do relacionamento, incluindo episódios em novembro de 2020 e mudança de comportamento da criança.
  • Monique afirma acreditar que Jairinho matou Henry na madrugada de 8 de março de 2021; a criança foi levada ao Barra D’or e o óbito foi registrado às 5h30, com Massagem cardíaca que durou duas horas e meia; ela diz que na época pensou em acidente doméstico.
  • A testemunha diz ter sido dopada pelo então companheiro, alegando que ele macerava comprimido na taça de vinho para que ela dormisse e não percebesse uma suposta traição dele.
  • Monique acusa a babá Thayná de mentir sobre pedidos de apagar mensagens e aponta que Thalita, irmã de Jairinho, teria mandado apagar; afirma ainda que várias pessoas da família de Thayná trabalhavam para a família do ex-deputado Coronel Jairo.
  • Julgamento deve seguir com Jairinho sendo ouvido após Monique; a fase de debates pode ultrapassar dez horas, com 22 testemunhas ouvidas até o momento.

O interrogatório de Monique Medeiros começou por volta das 10h30 desta terça-feira (2) no processo envolvendo Henry Borel. Ela relatou episódios de agressão atribuídos ao padrasto Jairinho antes da morte da criança, em março de 2021, e afirmou que o menino recebia atenção violenta.

Segundo Monique, Henry apresentava sinais de medo e desorientação na madrugada em que foi levado ao hospital Barra D’Or. A criança faleceu às 5h30, após manobras de reanimação intensas, e a mãe deixou claro que, naquela época, acreditava tratar-se de um acidente doméstico, não de violência.

A ré disse ainda que Jairinho costumava dar comprimidos a ela, o que teria feito para que adormecesse e não percebesse a presença de outra pessoa. Ela relatou que observou o padrasto manipulando substâncias na taça de vinho.

Monique comentou a acusação de que a babá Thayná Ferreira apagou mensagens. Ela afirmou não ter autorizado tais ações e apontou a irmã de Jairinho, Thalita, como possível responsável. A mãe de Henry reforçou que familiares próximos trabalhavam para a família do ex-deputado Coronel Jairo.

Durante o interrogatório, Monique relatou episódios de agressão desde o início do relacionamento com Jairinho, incluindo relatos de golpes e confrontos que teriam ocorrido em novembro de 2020. Ela relatou mudanças no comportamento de Henry, que passou a demonstrar tristeza, vômitos e tremores na presença do padrasto.

A relação entre Henry e Jairinho teria se deteriorado após um episódio de contato físico considerado invasivo pelo pai da criança. Monique disse que houve um pedido de afastamento de abraços em relação a Henry, seguido de um aperto de mão entre as partes.

A mãe afirmou que não recebeu aviso da babá sobre agressões no início de fevereiro de 2021, e chorou ao descrever a dificuldade de entender o que ocorria com o filho naquela época. Ela explicou que, na época, não havia informações claras sobre os sinais de maus-tratos.

Segundo Monique, Henry inicialmente gostava de Jairinho, que costumava presentear o garoto. A mãe relatou uma mudança de comportamento após um suposto abraço forte do padrasto no fim de janeiro de 2021, o que teria afastado o menino do relacionamento com Jairinho.

A defesa de Monique contesta a prioridade do interrogatório, afirmando que a ex-namorada pode esclarecer pontos relevantes para o caso. O pedido foi aceito pela Justiça, que definiu o cronograma de oitiva entre as partes, com Jairinho a ser ouvido após Monique.

Ao longo do julgamento, já foram ouvidas 22 testemunhas, entre acusaçao, defesa e peritos. O conjunto de depoimentos busca esclarecer a cronologia de eventos que culminaram na morte de Henry, em 2021, e a eventual responsabilização dos envolvidos.

A fase de debates está prevista para começar após os interrogatórios. A acusação e as defesas terão um tempo equivalente para sustentar seus argumentos diante dos jurados, com a decisão a depender da avaliação dos quesitos pelos sete jurados do Conselho de Sentença.

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