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Monique relata rotina de ciúmes e controle de Jairinho no caso Henry Borel

Monique relata ciúmes e controle de Jairinho, incluindo monitoramento de localização e suposto grampeamento; julgamento avança com interrogatórios

Dr. Jairinho, namorado de Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe do menino Henry Borel, após prestar depoimento sobre a morte do garoto de 4 anos • Tânia Rêgo/Agência Brasil
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  • Durante o julgamento de Henry Borel, Monique Medeiros relatou ciúmes, controle e violência por parte do ex-vereador Jairinho, incluindo monitoramento de localização, amizades e publicações nas redes sociais.
  • Ela disse que, no início, avaliou atitudes como demonstrações de cuidado, mas o controle passou a ser mais intenso ao longo do relacionamento, com pedidos de acesso em tempo real à localização.
  • Monique relatou que Jairinho dizia que, por ser politicamente exposto, ela precisava mudar a forma de se vestir e não aceitava que conversasse com homens ou postasse fotos de biquíni.
  • Ela afirmou ter chegado a suspeitar de grampos no telefone, pois o ex-companheiro parecia saber detalhes da rotina, lugares frequentados e roupas que usava.
  • No depoimento, a ré relembrou episódios envolvendo a babá e o filho Henry, afirmou ser mãe solo e afirmou que Jairinho era visto como confiável, apesar de testemunhos anteriores de violência não terem sido reconhecidos por ela.

O julgamento da morte de Henry Borel entrou na fase de interrogatório nesta terça-feira (2). Monique Medeiros, mãe da criança, destacou o papel do acusado Jairinho Souza Santos Júnior, ex-vereador, na produção de um relato sobre ciúmes, controle e violência no relacionamento. O objetivo foi esclarecer a dinâmica entre as partes e fatos ocorridos.

Segundo Monique, o relacionamento com Jairinho começou após o período eleitoral de 2020, em agosto, via redes sociais. Ela relatou mudanças graduais no comportamento dele, que inicialmente interpretava como demonstrações de cuidado, mas que evoluíram para controle mais intenso.

Ainda conforme o depoimento, o ex-vereador passou a exigir o acesso à localização em tempo real e a impor limites sobre amizades, roupas e publicações. A ré afirmou que Jairinho não aprovava contatos com homens nem fotos de biquíni, alegando que, por ser politicamente exposto, era preciso mudanças na forma de se vestir.

Depoimento de Monique Medeiros

Monique relatou que chegou a acreditar ter sido grampeada, pois Jairinho parecia antecipar rotinas, locais frequentados e até escolhas de vestuário. Também mencionou ciúmes em relação a Leniel Borel, pai de Henry, ainda que a comunicação entre eles fosse apenas sobre o filho.

Ela recordou ainda o período em que atuou como cuidadora principal do filho desde o nascimento, descrevendo-se como mãe solo. O depoimento reforçou o contexto de violência doméstica que envolve o casal, com Monique defendendo sua inocência diante das acusações de homicídio qualificado, tortura e coação no processo.

Monique relembrou episódio de janeiro de 2021, quando recebeu informações da babá de Henry sobre o meninos mancando após ficar sob a guarda de Jairinho. Ela afirmou ter ouvido a versão apresentada pelo companheiro, sem discordar na hora.

Continuidade do julgamento

O interrogatório de Monique se encerrou e Jairinho será ouvido nos próximos momentos. Ele é acusado de homicídio qualificado por meio cruel, tortura e coação no curso do processo, com o júri popular responsável pela decisão final.

Após os interrogatórios, o tribunal deverá iniciar os debates entre acusação e defesa. Os sete jurados do Conselho de Sentença decidirão pela condenação ou absolvição dos réus, com base nas provas apresentadas.

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