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Sabesp aumenta monitoramento com câmeras 24h e fiscais após explosão Jaguaré

Sabesp amplia fiscalização e monitora obras com IA; zona de atenção passa a três metros de gasodutos e efetivo chega a seiscentos até o fim de 2026

Explosão no bairro do Jaguaré foi provocada por uma obra da Sabesp. Várias casas foram destruídas, e outras continuam interditadas.
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  • Explosão no Jaguaré, em 11 de maio, deixou dois mortos e causou danos a cerca de 2 mil m²; 16 casas foram interditadas definitivamente e 22 parcialmente.
  • A Sabesp vai triplicar o número de fiscais, de 200 para 600, e acompanhar todas as obras por câmeras com inteligência artificial até o fim do ano.
  • A “zona de atenção” ao redor de gasodutos passa de 1 metro para 3 metros de cada lado da futura tubulação.
  • Foram interrompidas 33 obras consideradas de maior risco, que envolviam perfuração subterrânea e proximidade com redes de gás.
  • A empresa planeja monitoramento remoto por câmeras até 2026, ampliar sondagens, abrir pontos de inspeção, exigir georadar e detecção de gás, além de aumentar a certificação de equipes.

A Sabesp anunciou medidas para ampliar a fiscalização e o monitoramento de obras em todo o estado de São Paulo, após a explosão ocorrida no Jaguaré, zona oeste da capital. A empresa disse que até o final de 2026 todas as obras terão monitoramento por câmeras conectadas a uma central com inteligência artificial e triplicará o quadro de fiscais.

A tragédia, ocorrida no dia 11 de maio, deixou dois mortos e danos a dezenas de imóveis da Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II. A Defesa Civil confirmou interditação definitiva de 16 casas e parcial de 22, com área total afetada estimada em cerca de 2 mil m². As causas estão em investigação pelas autoridades competentes.

Ampliação de controles e novas regras

A Sabesp interrompeu 33 obras consideradas de maior risco, principalmente aquelas com perfuração subterrânea próxima a redes de gás. A área de interferência, antes denominada zona de atenção, passará de 1 metro para 3 metros de cada lado da tubulação a ser instalada.

A empresa ampliará sondagens, criará pontos de inspeção visual das redes e exigirá uso de georadar e detector de gás em atividades críticas.

Fiscalização e qualificação

O número de fiscais passa de 200 para 600, com foco em obras próximas a gasodutos. A prioridade será acompanhar intervenções classificadas como mais críticas. A Sabesp informou que tais obras representam cerca de 5% das 1.200 obras em andamento no estado.

Monitoramento e treinamento

A meta é que, até o fim de 2026, todas as obras sejam acompanhadas por câmeras com IA. O sistema deverá detectar falhas como ausência de EPIs e problemas de escoramento. Também serão ampliados os programas de treinamento e certificação para equipes próprias e terceirizadas.

Causas e atendimento às famílias

As causas da explosão continuam sob avaliação, com perícias em andamento pelas autoridades competentes. Governo, Sabesp e Comgás atuam em conjunto no atendimento às famílias atingidas, com várias opções de relocalização e indenização já oferecidas.

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