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Advogada é presa em Ipanema por fraude milionária com obras de arte

Polícia desarticula fraude milionária envolvendo obras de arte de alto valor; advogada usava promessas falsas e cheques sem fundos

Advogada foi presa e obra de arte foi recuperada nesta quarta-feira (3)
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  • Advogada Michele Coelho Montenegro foi presa em Ipanema durante a operação Tela Falsa, na manhã de quarta-feira (3).
  • A denúncia do Ministério Público do Rio a acusa de estelionato e apropriação indébita qualificada, com prejuízo superior a R$ 2 milhões, envolvendo obras de arte de alto valor.
  • Obras atribuídas aos artistas Sérgio Camargo e Ivan Serpa teriam sido apropriadas pela advogado e negociadas como se fossem dela, sem devolução aos legítimos donos.
  • Além da prisão, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca e Niterói; cheques usados sem provisão de fundos foram empregados para simular pagamentos.
  • A investigação aponta fraude também em negociação de um imóvel em Copacabana, com recebimento de sinal sem autorização ou condições para concluir a transação.

Uma advogada foi presa nesta quarta-feira, em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, acusada de fraude milionária envolvendo obras de arte e imóveis de alto valor. A prisão foi efetuada durante a operação Tela Falsa, deflagrada pela Delegacia de Defraudações da Polícia Civil.

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, Michele Coelho Montenegro é alvo de mandado de prisão. A acusação aponta estelionato e apropriação indébita qualificada, com prejuízo estimado acima de 2 milhões de reais. O cumprimento ocorreu pela manhã.

A investigação aponta que a advogada teria se apropriado de obras de alto valor recebidas para intermediação de venda. Entre as peças estariam obras atribuídas aos artistas Sérgio Camargo e Ivan Serpa, que passaram a ser negociadas como se fossem da acusada, sem devolução aos donos.

Além da prisão, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão. Os locais atingidos ficam no Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca e em Niterói, todos na região metropolitanas. As diligências visam reunir provas adicionais.

A apuração também aponta uso de cheques sem provisão de fundos para simular pagamentos. A prática teria ampliado os prejuízos financeiros às vítimas, em negociações envolvendo um imóvel em Copacabana.

Conforme a Promotoria de Investigação Penal Especializada da Capital, a investigada utilizava relações de confiança, promessas falsas de pagamento e documentos financeiros inválidos para obter vantagem patrimonial ilícita. Ela responde por apropriação indébita qualificada e estelionato, em concurso material.

A Polícia Civil informou que a obra de arte recuperada durante a operação foi apreendida, e o vídeo da prisão já circula entre os órgãos de imprensa. O espaço para posicionamento da defesa ainda está aberto.

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