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Artistas brasileiros se unem contra jogos de azar, por saúde pública

Artistas lançam a campanha Block no Tigrinho para alertar sobre os impactos emocionais, financeiros e sociais das apostas online e o vício

Gilberto Gil, Marieta Severo e outros artistas aderiram à campanha Block no Tigrinho, que alerta para os riscos das bets e do vício em apostas
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  • Campanha Block no Tigrinho reúne artistas da cultura brasileira para alertar sobre os riscos das apostas online.
  • O movimento é do grupo 342 Artes e conta com nomes como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Camila Pitanga, Julia Lemmertz e Letícia Sabatella.
  • A iniciativa busca discutir impactos financeiros, emocionais e sociais, principalmente entre jovens e pessoas em situação de vulnerabilidade econômica.
  • Segundo os organizadores, em 2024 cerca de 1,8 milhão de brasileiros se endividaram com apostas online, dos quais aproximadamente 1,4 milhão apresentam algum transtorno ligado ao jogo.
  • A campanha defende fiscalização da publicidade, ações de prevenção e conscientização, tratando o vício como questão de saúde mental e proteção de grupos vulneráveis.

Um grupo de artistas brasileiros lançou a campanha Block no Tigrinho para alertar sobre os impactos das apostas online. O movimento reúne nomes da música, teatro e atuação que defendem regras mais rígidas e maior conscientização sobre o vício em jogos de azar.

Participam da mobilização Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Djavan, Paulinho da Viola, Marieta Severo, Camila Pitanga, Julia Lemmertz, Letícia Sabatella e Cláudia Abreu, entre outros. O movimento é assinado pelo coletivo 342 Artes.

No vídeo divulgado, os artistas destacam como as plataformas costumam apresentar as apostas como diversão e enriquecimento rápido, quando, na visão deles, podem gerar dívidas e sofrimento para famílias. A ideia é estimular reflexão sobre riscos financeiros, emocionais e sociais.

Segundo os organizadores, o uso excessivo de apostas online cresceu no Brasil com fácil acesso por apps e redes. Dados citados apontam que cerca de 1,8 milhão de brasileiros se endividaram em 2024 por apostas online, dos quais aproximadamente 1,4 milhão apresentam algum transtorno relacionado ao comportamento de jogo.

Especialistas associam o vício a questões de saúde mental, com ansiedade, conflitos familiares e isolamento social. A campanha busca tratar as apostas como tema de prevenção e fiscalização, não apenas de entretenimento, cobrando ações públicas.

A iniciativa também aborda impactos em famílias de baixa renda, discutindo se benefícios sociais podem ser usados para financiar plataformas de jogos. A preocupação é evitar que o endividamento agrave dificuldades econômicas já presentes.

Além de propor regras mais rígidas para a publicidade, o movimento oferece espaço para adesão pública à conscientização. O objetivo é ampliar informações sobre riscos, saúde mental e proteção de grupos vulneráveis, promovendo cuidado coletivo.

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