- Cíntia Chagas explica que não se identifica como feminista para não dificultar o diálogo com mulheres conservadoras.
- Ela afirma que assumir o rótulo poderia limitar seu alcance entre esse grupo, que já atinge em parte seu público.
- A educadora relatou ter perdido aproximadamente 200 mil seguidores após começar a abordar violência contra a mulher.
- Chagas disse que mulheres conservadoras são mais vulneráveis à violência por evitarem falar do tema, que ficou associado ao feminismo.
- O livro sobre feminismo, feito em parceria com Manuela D’Ávila, ganhou notoriedade após debate entre visões diferentes considerados respeitoso.
Cíntia Chagas, professora e influenciadora conhecida por conteúdos sobre língua portuguesa, explicou por que não se autointitula feminista. A declaração ocorreu durante participação no podcast RivoTalks, disponível no YouTube, após o lançamento de um livro sobre feminismo em parceria com a ex-deputada Manuela D’Ávila. O trabalho surgiu de um diálogo entre visões distintas que teve boa receptividade.
A professora, associada a posições conservadoras, ressaltou que o rótulo pode dificultar a comunicação com parte do público que pretende alcançar. Segundo ela, identificar-se como feminista dificultaria o diálogo com mulheres conservadoras e comprometeria sua capacidade de ampliar o debate sobre direitos das mulheres.
Motivo para não se intitular feminista
Durante a conversa, Chagas argumentou que o objetivo é ampliar o alcance, especialmente entre mulheres conservadoras, para reduzir casos de violência doméstica. Ela afirmou ter vivenciado o tema ao falar sobre violência contra a mulher, percebendo resistência de parte do público que associa o tema apenas ao feminismo.
Impacto entre o público e seguidores
A educadora afirmou ter perdido um número considerável de seguidores após iniciar a pauta de violência contra a mulher. Em relatos, citou uma queda na base de fãs, com mensagens de críticas que desconsideravam novos temas discutidos em suas plataformas.
Contexto da atuação recente
A participação de Chagas no diálogo com Manuela D’Ávila, que resulta do debate elogiado por promover respeito entre visões distintas, motivou o lançamento do livro sobre feminismo. A dupla busca apresentar diferentes perspectivas a respeito dos direitos das mulheres, sem abandonar o tom factual.
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