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Deolane ameaça: ‘Devolve o dinheiro, senão me aguarde’ em caso de R$ 80 mil

Áudios da Vérnix mostram tom agressivo de Deolane, com suspeitas de ligação ao PCC e de lavagem de dinheiro no entorno do caso

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  • Áudios da operação Vérnix mostram Deolane Bezerra ameaçando Denise Rosane Bastos, diarista apontada como suspeita de furtar R$ 80 mil de Kayky, filho da influenciadora.
  • Trechos indicam supostos laços de Deolane com o PCC e com o esquema de lavagem de dinheiro operado por líder da facção e familiares, segundo investigadores.
  • Deolane foi indiciada, na semana anterior, por lavagem de dinheiro e organização criminosa; ela está recolhida na Penitenciária de Tupi Paulista.
  • Denise afirma ter recebido ligações ameaçadoras e diz ter triplicado a pressão psicológica durante as investigações; seguranças da influenciadora teriam ido à casa dela para buscas.
  • O inquérito aponta que os valores em espécie ligados ao núcleo familiar de Deolane teriam origem criminosa e estariam vinculados a uma transportadora de fachada usada pelo PCC.

A influenciadora Deolane Bezerra dos Santos foi indiciada por lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo no dia 21 de maio. A investigação aponta vínculos com o PCC e com uma transportadora de fachada usada para movimentar ativos da organização.

Áudios apreendidos pelos investigadores descrevem uma postura agressiva atribuída a Deolane e sugerem laços com faccionados graduados. As gravações foram entregues à polícia por Denise Rosane Bastos, diarista que afirma ter sido ameaçada após o suposto furto de uma sacola com cerca de 80 mil reais em dinheiro vivo.

Os registros indicam que o dinheiro seria ligado a operações de lavagem de dinheiro do PCC e a um grupo que supostamente utilizava empresas de fachada para ocultar recursos. O inquérito segue na Delegacia Seccional de Presidente Venceslau, a 600 quilômetros de São Paulo.

Segundo os investigadores, as mensagens revelam que a suposta quantia em espécie teria origem criminosa e seria destinada à ocultação de capitais. O material indica ainda que Kayky, filho de Deolane, é citado na dinâmica como parte de uma rede associada ao núcleo familiar.

A polícia recebeu relatos de que a diarista Denise foi alvo de ameaças após suposta ligação com o episódio do dinheiro desaparecido. Em depoimento, Denise afirmou ter viajado para Ribeirão Preto e recebido ligações de números desconhecidos que reforçavam a ideia de origem criminosa do dinheiro.

A análise das transcrições aponta que os interlocutores mencionam a participação de Deolane e de Kayky em operações com o PCC, descrevendo uma possível relação de parceria para a lavagem de recursos. A defesa de Deolane nega vínculos com organizações criminosas e ressalta que a ré nega qualquer participação ilícita.

A investigação envolve ainda a hipótese de que uma transportadora de fachada seria utilizada para deslocar valores de atividades criminosas — prática associada ao líder da facção, conhecido como Marcola Narigudo, e a familiares dele.

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