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Monique Medeiros faz revelações no julgamento

Monique Medeiros faz novas revelações no nono dia de julgamento sobre a morte de Henry Borel e acusa a babá de mentir

Monique Medeiros falou durante o julgamento pela partida do seu filho
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  • Monique Medeiros falou por seis horas no nono dia do julgamento sobre a morte de Henry Borel, respondendo apenas à juíza, à defesa e aos jurados, sem atender aos questionamentos da acusação.
  • Ela disse ter mudado de ideia e hoje atribui a responsabilidade da morte ao padrasto Jairo Souza Santos Júnior, após conhecer relatos de outras filhas de ex-namoradas dele que também sofreram agressões.
  • O depoimento ocorreu após a mãe dizer que, no dia da morte, acordou com Jairo na madrugada e que encontrou Henry já desfalecido no apartamento; ela relatou que, ao chegar ao hospital, houve massageamento cardíaco por quase duas horas e meia.
  • Monique acusou a babá Thayná Ferreira de mentir em relação a pressões para apagar mensagens, alegando que quem mandou apagar prints foi a irmã de Jairo, Thalita, e não ela.
  • Ela também afirmou que Henry já havia relatado agressões do padrasto em novembro de 2020, e relatou mudanças no comportamento da criança, dizendo que não confiava que Jairo fosse capaz de agredi-lo.

Monique Medeiros encerrou o nono dia de julgamento relacionado à morte de Henry Borel ao apresentar sua versão dos fatos. Ela respondeu apenas à juíza, à defesa e aos jurados, sem falar com a acusação. A defesa sustentou que a testemunhações seguem o foco da investigação, sem ampliar para outros aspectos.

Durante o depoimento, Monique afirmou ter alterado a percepção sobre quem teria causado a morte de Henry. A professora citou casos de outras crianças ligadas ao ex-namorado como embasamento para a nova linha de investigação, apontando para Jairo Souza Santos Júnior como possível autor.

Henry morreu em 8 de março de 2021, no apartamento em que morava com a mãe e o padrasto, no Rio de Janeiro. O corpo foi levado ao Hospital Barra D’Or, onde não houve tempo suficiente para salvar a criança. Monique disse ter acordado de madrugada e encontrado Henry em estado crítico.

A mãe também relatou que chegou a acreditar que o garoto poderia ter se acidentado em casa, mencionando a possibilidade de uma queda da cama após a realização de massagem cardíaca no hospital. Ela descreveu a sequência de eventos na casa naquela noite, sem entrar em detalhes que desviassem o foco da investigação.

A testemunha ainda mencionou supostos atos de traição atribuídos a Jairo, afirmando que ele, segundo ela, manipulava substâncias para que ela dormisse. O objetivo seria evitar que Visões de agressões fossem detectadas, segundo o que ela alegou ter observado.

Monique também abordou a atuação de Thayná Ferreira, a babá de Henry, que foi ouvida em outros momentos do julgamento. Ela contestou a versão da babá sobre pressão para apagar mensagens e sobre a convivência familiar. A defesa improvisou que Thayná teria sido orientada a alinhar relatos.

Ainda segundo Monique, Henry teria contado, em novembro de 2020, que havia sido agredido pelo padrasto. Ela relatou mudanças no comportamento da criança e afirmou que não reconhecia o padrasto como responsável pelas supostas agressões na época. O depoimento também mencionou a busca por orientação médica para entender sinais de violência.

A defesa de Monique destacou a necessidade de avaliação cuidadosa dos relatos de todos os envolvidos, incluindo a própria menina, para esclarecer o que aconteceu no dia da morte. O júri continua analisando as evidências apresentadas pelas partes.

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