- A mostra Niemeyer por Niemeyer — O olhar de Kadu Niemeyer abriu ontem no Espaço Oscar Niemeyer, trazendo fotografias, croquis, maquetes e projetos que revelam diferentes perspectivas sobre a obra do arquiteto.
- O percurso expositivo percorre momentos da trajetória de Niemeyer, com foco na curva e na linguagem da arquitetura moderna brasileira; o curador é Kleyton Rigon.
- Textos de Kadu acompanham parte das peças, citando o Itamaraty e o Alvorada, destacando a elegância, a proporção e a fluidez da arquitetura do avô.
- As paredes exibem fotografias de obras no Brasil e no exterior, além de croquis que unem arquitetura e figura feminina, enfatizando curva, leveza e sensibilidade.
- A mostra permanece aberta por três meses e apresenta dez maquetes de projetos não construídos, incluindo Centro de Convenções de Maricá, Teatro Ballet de Cuba, Quiosque de Niterói e Estádio João Saldanha; a abertura contou com a presença de José Roberto Arruda e Vitor Corrêa.
O Espaço Oscar Niemeyer abriu as portas ontem para a mostra Niemeyer por Niemeyer — O olhar de Kadu Niemeyer sobre a obra de Oscar Niemeyer. A exposição reúne fotografias, croquis, maquetes e projetos, revelando diferentes perspectivas sobre a trajetória do arquiteto brasileiro. O objetivo é conectar memória, fotografia e afeto em uma narrativa visual.
O visitante percorre um percurso dividido entre ambientes que vão do nascimento de uma linguagem de curvas à consolidação da assinatura Niemeyer. Curador Kleyton Rigon explica que o espaço se apresenta em dois módulos, um deles com enfoque afetivo e textos de Kadu, neto de Oscar.
A mostra destaca a visão de Niemeyer sobre obras emblemáticas. Entre os destaques estão referências ao Itamaraty e à ideia de compasso e proporção que marcavam a construção do palácio. A curadoria aponta a relação entre elegância, ruídos de água, jardim e interior, em uma arquitetura que busca fluidez e acolhimento.
Nas paredes, o acervo abrange obras construídas no Brasil e no exterior, evidenciando edifícios que moldaram a paisagem cultural. Também há uma seção de croquis que aproxima arquitetura e figura feminina, evidenciando curva, leveza e sensibilidade presentes no trabalho do arquiteto.
Uma linha do tempo resume a seleção de projetos, textos e croquis, somando parte dos mais de 500 projetos da vida de Niemeyer. O neto Kadu, que começou a fotografar arquitetura com o avô na década de 1970, reforça o compromisso de trazer referências de Niemeyer a Brasília, onde o acervo ainda é pouco representado.
Entre os presentes na abertura estavam o ex-governador José Roberto Arruda e o diretor regional do Senac, Vitor Corrêa. A mostra ficará aberta por três meses e encerra com projetos inéditos e não executados, visíveis em uma área dedicada a dez maquetes.
Entre as maquetes, há o Centro de Convenções de Maricá, concebido por Niemeyer para o Riocentro em 1998, além do Teatro Ballet de Cuba, projetado para o Aterro do Flamengo, destinado a apresentações de dança e cultura. Também figura o Quiosque de Niterói, concebido para a relação direta entre edifício, horizonte e mar.
A exposição também traz o Estádio João Saldanha, de 2009, com uma configuração longitudinal que privilegia a fluidez, a amplitude visual e a experiência coletiva do público. O conjunto busca revelar o diálogo entre arquitetura, espaço público e paisagem urbana.
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