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Mulher de 37 finge ter 12 anos para adoção e golpe familiar em SC

Mulher de 37 anos é presa em Joinville após viver 14 meses como filha adotiva, fingindo ter 12 anos para aplicar golpe em família

Mulher de 37 anos finge ser uma menina de 12 para ser adotada e dar golpe em família em SC.
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  • Mulher de 37 anos foi presa em Joinville, Santa Catarina, após se passar por menina de 12 anos e viver por 14 meses como filha adotiva de uma família.
  • Ela fingia ser autista para receber cuidados especiais e chegou a ganhar uma festa de aniversário simulando ter 12 anos.
  • A suspeita já possuía antecedentes por golpes semelhantes em outros estados e foi presa em flagrante por estelionato e falsa identidade.
  • Para sustentar o disfarce, dizia ser portadora de autismo e alegava que traços adultos eram resultado de hormônios usados na infância, supostamente para parecer mais velha e evitar suspeitas de prostituição infantil.
  • A mulher confessou integralmente a autoria e foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville após a audiência de custódia.

Uma mulher de 37 anos foi presa nesta terça-feira, 2, após se passar por menina de 12 anos e viver por 14 meses como filha adotiva de uma família em Joinville, no norte de Santa Catarina. A acusada utilizava o nome falso de Gabriele e chegou a receber cuidados especiais da família, sob a alegação de ser autista.

Segundo a Polícia Civil, a farsa incluía a apresentação de uma aparência infantil e comportamentos tipicamente infantis, como uso de chupeta, mamadeiras e brinquedos. A suspeita também afirmava que era obrigada a tomar hormônios para parecer mais velha, sob o pretexto de evitar que fosse reconhecida.

A prisão ocorreu na residência das vítimas, no distrito de Pirabeiraba, onde a investigada já morava como se fosse filha. Ela foi autuada em flagrante pelos crimes de estelionato e falsa identidade; o nome, ainda indisponível, foi mantido para preservar a defesa.

Contexto da investigação

A Polícia Civil aponta que a mulher é reincidente, com antecedentes em golpes semelhantes em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. A suspeita admitiu integralmente a prática dos crimes durante o interrogatório.

Desdobramentos

A vítima informou que acolheu a acusada após alegações de abusos do pai na origem da suposta fuga de casa. Sem documentos, a mulher recebeu apoio financeiro de uma comunidade religiosa e foi adotada pela família que frequentava a igreja. O caso segue sob apuração.

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