- O Ministério Público do Rio Grande do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou a Operação Dupla Face nesta quarta-feira, dentro da Convergência Nacional RS 02.
- A investigação apura um esquema de falsificação de identidades que utilizava certidões de nascimento de pessoas falecidas para criar documentos falsos destinados a integrantes de facções criminosas e a foragidos da justiça no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
- Um integrante de facção gaúcha é apontado como responsável pela organização; um policial militar é investigado por suposto acesso indevido a sistemas e possível repasse de informações.
- A operação contou com apoio do Batalhão de Choque e da Corregedoria da Brigada Militar, e foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Canoas, Cachoeirinha e Porto Alegre, incluindo endereços ligados ao policial.
- Foram apreendidos celulares, computadores, mídias digitais, documentos e registros financeiros; foram solicitadas medidas como afastamento de sigilos, interceptações e sequestro de bens para desarticular a organização.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do GAECO, deflagrou nesta quarta-feira a Operação Dupla Face, parte da Convergência Nacional RS 02. A ação investiga falsificação de identidades a partir de registros de mortos para beneficiar criminosos e foragidos no RS e em SC.
A investigação aponta um integrante de facção gaúcha como responsável pela organização do esquema. Um policial militar também é investigado por suposto acesso indevido a sistemas e possível repasse de informações. A operação contou com apoio do Batalhão de Choque e da Corregedoria da Brigada Militar.
As apurações começaram em Santa Catarina, após um cartório de Lages reportar movimentações suspeitas em pedidos de certidões de nascimento de pessoas já falecidas. Indícios levaram a atuação criminosa a ser verificada nos dois estados.
Nesta quarta-feira, cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Canoas, Cachoeirinha e Porto Alegre. Três visaram o policial militar, incluindo duas residências e um armário funcional em um batalhão da Brigada Militar. Os demais, endereços vinculados ao núcleo fraudador.
Segundo o MPRS, o grupo criava identidades a partir de certidões de nascimento de pessoas mortas sem registro de óbito vinculado, para abertura de empresas, obtenção de registros oficiais e ocultação de patrimônio. As frias permitiam facilitar a localização de alvos pelos criminosos.
Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores, mídias digitais, documentos e registros financeiros. Também foram solicitadas medidas de afastamento de sigilos, interceptações e sequestro de bens.
Maristela Schneider, promotora responsável pela investigação, afirma que o objetivo é desarticular a organização criminosa, identificar todos os envolvidos e responsabilizá-los. Rogério Meirelles Caldas, coordenador estadual do GAECO, ressaltou o caráter nacional da ofensiva contra as facções.
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