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Pane no Aeroporto de Congonhas afeta operações e voos

Pane no sistema de comunicações do controle de tráfego em São Paulo causa atrasos em pousos e decolagens e reflete em Brasília

O saguão de Congonhas ficou lotado por causa da suspensão temporária de pousos e decolagens decorrentes de pane na comunicação do tráfego aéreo - (crédito: Renato S. Cerqueira/Estadão Conteúdo)
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  • Falha no sistema de comunicação por satélite da torre de controle em São Paulo interrompeu pousos e decolagens entre 9h24 e 10h05, com reflexos na região metropolitana.
  • O problema técnico foi descrito pela Embratel/Decea e houve interrupção temporária das operações, com o sequenciamento das aeronaves mantido conforme normas de segurança.
  • A Anac informou que a pane ocorreu em equipamento de rádio utilizado pelo Decea; as operações foram restabelecidas no mesmo dia.
  • Os impactos chegaram a Brasília, com atrasos em voos com destino a Congonhas, Guarulhos e Viracopos e dois voos não decolaram de origem.
  • Em Congonhas, foram registradas oito chegadas e 14 partidas canceladas; a operação normalizou na tarde seguinte, segundo a concessionária.

Na manhã desta terça-feira (2/6), uma falha técnica no sistema de comunicação do controle de tráfego aéreo interrompeu pousos e decolagens na região metropolitana de São Paulo, com reflexos em Brasília. A pane, envolvendo o serviço de comunicação via satélite da torre de controle, ocorreu entre 9h24 e 10h05, segundo informações da Força Aérea Brasileira (FAB) via o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). A falha foi associada a serviços da Embratel, e as operações tiveram blocos temporários de funcionamento durante o intervalo.

A Anac confirmou o monitoramento em tempo real e informou que a origem da falha ocorreu em um dos satélites usados pelo Decea. A agência destacou que o equipamento apresentou pane momentânea em algumas frequências operadas pelo órgão responsável pelo tráfego aéreo, e que as operações foram plenamente restabelecidas ainda na terça-feira. A autoridade também mencionou que houve impacto operacional com atrasos, cancelamentos e redirecionamento de voos para outros terminais, que estão sob análise para a normalização gradual da malha aérea.

O órgão regulador explicou que, durante a ocorrência, não houve interrupção total das operações. O Decea teria seguido o plano de contingência, transferindo automaticamente as frequências para as que estavam funcionando. O presidente da Anac, Tiago Faierstein, garantiu que não houve risco à segurança das operações e que as regras internacionais de sequenciamento foram mantidas.

Os efeitos da pane se estenderam a outros aeroportos do país. Em Brasília, a concessionária Inframerica informou que, no início da manhã, cinco voos com destino a Congonhas, Guarulhos e Viracopos registraram atrasos na partida. Além disso, dois voos com origem em Congonhas e Guarulhos não decolararam devido às restrições impostas durante a ocorrência.

A Aeródromo de Congonhas, administrado pela Aena, informou que houve oito chegadas e 14 partidas canceladas na manhã, em função da interrupção nas operações da Região Sudeste. A concessionária ressaltou que o aeroporto operou normalmente na parte da tarde, após a recuperação do sistema. Em Guarulhos, a GRU Airport afirmou que os atrasos não tiveram relação direta com o terminal, destacando que o impacto ocorreu no âmbito do controle de tráfego.

Panorama de outros eventos

Em 9 de abril, o MPor registrou outro incidente semelhante envolvendo o Controle de Aproximação (APP) na região de São Paulo. O Decea suspendeu por cerca de 35 minutos as autorizações de decolagem na área de TMA-SP, que envolve Congonhas e Guarulhos, e o Campo de Marte teve interrupção rápida, com retomada das atividades às 10h34.

Suporte aos passageiros

A advogada Izabela Jamar, especialista em direito do consumidor, afirmou que as companhias aéreas permanecem obrigadas a oferecer assistência aos passageiros impactados, conforme normas da Anac. Ela destacou que, mesmo com falha do controle de tráfego, as empresas devem prover comunicação, alimentação e, se necessário, hospedagem, até que o serviço seja plenamente retomado. O direito de reacomodação, reembolso e outras modalidades de solução também se aplicam diante de prejuízos comprovados, segundo a especialista.

A leitura das informações oficiais aponta que a manutenção da segurança permaneceu adequada, com a recuperação rápida do sistema e a normalização gradual das operações nas principais redes de transporte aéreo do país. As autoridades informaram que continuam acompanhando o desdobramento operacional e a avaliação de medidas para evitar recorrência.

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