- Pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes Autônomos aponta que 28% dos caminhoneiros usam alguma substância para manterem-se acordados; 35% desses profissionais consomem rebite.
- A apreensão de 45 mil comprimidos pela Polícia Rodoviária Federal em Goiás evidencia o alcance do problema em todo o país.
- No último ano, o uso de substâncias causou 62 acidentes e deixou três pessoas mortas.
- Um caminhoneiro com 20 anos de profissão afirmou, que não quis se identificar, ter usado rebite e chegou a tomar até 10 comprimidos por noite.
- Especialistas dizem que mais espaços de descanso e postos adequados podem reduzir o acesso a essas substâncias e melhorar a segurança nas estradas.
Um levantamento da Confederação Nacional dos Transportes Autônomos aponta que 28% dos caminhoneiros usam alguma substância para se manterem acordados durante as viagens. Desses, 35% consomem rebite, abrindo uma face alarmante do funcionamento das estradas brasileiras.
Relato de um motorista com 20 anos na profissão, que preferiu não se identificar, revela o uso de anfetaminas para cumprir horários. Ele chegou a tomar até 10 comprimidos por noite para sustentar a vigília em jornadas longas.
A CNTA destaca que o acesso a espaços de descanso pode influenciar o comportamento. Segundo Alan Medeiros, reduzir o tempo de exposição a estimulantes depende de locais com mais paradas e manter o motorista informado sobre riscos.
Riscos à saúde e à direção
Especialistas lembram que lutar contra o sono com estimulantes prejudica reflexos e a tomada de decisões diante de situações de risco. A curto prazo, há maior probabilidade de acidentes.
O uso dessas substâncias também envolve impactos na saúde, como taquicardia, hipertensão e danos a órgãos como fígado e rins, conforme médico toxicologista Álvaro Pulchinelli.
Dados e desdobramentos nacionais
A Polícia Rodoviária Federal apreendeu 45 mil comprimidos de rebite em Goiás, evidenciando o problema em âmbito nacional. No ano anterior, o uso de substâncias contribuiu para 62 acidentes, com três mortes registradas.
A circulação de informações sobre consumo de estimulantes reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à saúde dos caminhoneiros e à melhoria da infraestrutura das estradas.
Entre na conversa da comunidade