- A Justiça arquivou o inquérito sobre a morte de uma criança de quatro anos atingida por tiro durante uma perseguição policial em Santos, em 2024.
- O Ministério Público de São Paulo abriu um novo Procedimento Investigatório Criminal para manter o caso sob apuração.
- A polícia informou que não houve imprudência por parte do policial que disparou.
- O laudo balístico apontou que o projétil ricocheteou antes de atingir a criança.
- O tiroteio também deixou um adolescente de 17 anos morto e outro de 15 anos ferido; sete policiais eram investigados e o IPM não prosseguiu, resultando no PIC pela Procuradoria.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) abriu um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para acompanhar o caso da morte do menino Ryan da Silva Andrade Santos, 4 anos, atingido por bala durante uma perseguição a suspeitos em Santos. A Justiça arquivou o inquérito policial que apurava o disparo, atribuindo a ausência de culpa ao policial que efetuou o tiro, por não haver imprudência, segundo laudo balístico. A morte ocorreu no Morro São Bento, em 5 de novembro de 2024.
Ryan brincava na rua quando houve troca de tiros entre policiais e dois adolescentes em uma moto. Um menor, de 17 anos, morreu; o outro, de 15, ficou ferido. O projétil que atingiu a criança foi disparado pelo policial, conforme apurado pela perícia, e teria ricocheteado antes do impacto. A criança foi levada à Santa Casa de Misericórdia de Santos, mas não resistiu.
O IPM da Polícia Civil indicou legítima defesa por parte dos agentes, alegando que os suspeitos teriam atirado contra a polícia. Como se trata de morte de civil, o IPM não prosseguiu, o que levou o MP a abrir o PIC para conduzir novas investigações. Também foi analisado o inquérito policial militar que investigava a conduta dos policiais.
Novo procedimento e perspectivas
A promotoria avaliou que não há denúncia contra os policiais, mas mantém apuração sobre as circunstâncias da morte de Ryan. O MP informou que os advogados da defesa do policial foram contactados pela reportagem, assim como a advogada Andrea Lemos, representante da família, que aguarda retorno.
Ryan da Silva Andrade Santos faleceu após o disparo atingir a barriga durante a abordagem no Morro de São Bento. A perícia confirmou que o projétil atingiu a criança após ricochete em superfície dura. Em paralelo, a família tem recebido apoio de organizações locais e acompanha as investigações.
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