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Mãe de Henry Borel é libertada após perdão judicial

Monique Medeiros é libertada após perdão judicial; júri desclassifica homicídio doloso para culposo e suspende punição

A soltura foi determinada pela juíza Elizabeth Machado Louro após a conclusão do júri popular, que durou onze dias - (crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil - 23.3.26)
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  • Monique Medeiros deixou a prisão na tarde de 4 de junho após perdão judicial concedido pelo tribunal, no julgamento da morte de Henry Borel.
  • O júri popular desclassificou homicídio doloso para homicídio culposo, aplicando o perdão judicial e extinguindo a punição pelo crime.
  • Ela também foi considerada culpada de omissão diante das torturas sofridas por Henry, recebendo pena de 1 ano e 4 meses de detenção em regime aberto, a qual já foi cumprida.
  • O ex-vereador Jairinho, padrasto de Henry, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão por homicídio qualificado, tortura e coação.
  • Leniel Borel, pai de Henry, chamou o desfecho de “grande aberração jurídica” e afirmou que pretende recorrer; a defesa e o Ministério Público disseram que vão recorrer da sentença.

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, deixou a prisão na tarde desta quinta-feira 4/6, após a Justiça do Rio conceder perdão judicial no julgamento da morte do filho. Ela estava detida no Instituto Penal Talavera Bruce, em Bangu, na zona oeste da cidade.

O júri popular durou onze dias. O Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri desclassificou o homicídio doloso para homicídio culposo, sem intenção de matar. Com isso, a juíza Elizabeth Machado Louro aplicou o perdão judicial, encerrando a punição pelo crime.

Monique Medeiros também foi considerada culpada por omissão diante das torturas relatadas por Henry. A pena fixada foi de 1 ano e 4 meses de detenção, em regime aberto, mas o tempo já foi cumprido, permitindo a libertação imediata.

Condenação

O julgamento confirmou a condenação do ex-vereador Jairinho, padrasto de Henry. Ele recebeu 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, tortura e coação.

O pai da criança, Leniel Borel, criticou a decisão de perdão judicial e classificou o desfecho como uma grande controvérsia. Segundo o jornal, tanto o Ministério Público quanto a defesa de Jairinho pretendem recorrer da sentença.

Leniel also afirmou, em entrevista, que irá buscar recursos legais para contestar o veredito, mantendo a defesa de Jairinho ativa. A Justiça informou que os procedimentos seguiram os trâmites previstos.

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