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Mulher de 37 se fingiu menor de 12 e aplicou golpe em abrigo de BH

Mulher de 37 anos fingiu ser menina de 12 para conseguir abrigo e assistência; caso envolve pelo menos cinco estados e está sob investigação

Amanda Maria, de 37 anos, foi presa em Santa Catarina
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  • Mulher de 37 anos foi presa em Santa Catarina por se passar por uma menina autista de 12 anos para conseguir abrigo e assistência, comportamento que pode ter ocorrido em Belo Horizonte e em outros estados.
  • Em BH, ela morou em casa de acolhimento entre 2017 e ~2019, alegando ser criança vítima de violência, sob outro nome; a instituição a acompanhou por cerca de três anos.
  • Os relatos descrevem voz infantilizada, atitudes de criança e uso de mamadeira, chupeta e paninhos; ela desaparecia quando questionada sobre documentos.
  • A identidade verdadeira foi revelada após a diretora receber documentos que apontam nascimento em 10 de junho de 1988, aproximando-se de 38 anos.
  • A polícia investiga quantas pessoas e instituições foram enganadas e se houve vantagem financeira ou material obtida com as mentiras; há indícios de questões psicológicas envolvidas.

Uma mulher de 37 anos foi presa em Santa Catarina sob suspeita de se passar por uma menina autista de 12 anos para conseguir abrigo e assistência. O caso também envolve um golpe similar aplicado em Belo Horizonte, segundo a responsável por uma instituição de acolhimento na capital mineira.

A suspeita teria vivido por cerca de três anos no abrigo de BH usando outro nome e uma história de violência e exploração sexual infantil para convencer funcionários e voluntários de que era uma criança vítima de abuso. A história ganhou repercussão nacional após a prisão em Joinville (SC).

Em Belo Horizonte, o episódio teve início em 2017, quando a mulher apareceu em uma casa de acolhimento voltada para crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência, afirmando ter 12 anos. Ela foi acolhida e acompanhada pela instituição, embora já tivesse 29 anos na época.

Comportamentos suspeitos foram observados pela equipe. A mulher falava com voz infantilizada, usava objetos típicos de criança, como mamadeira e chupeta, e desaparecia quando questionada sobre documentos ou detalhes da história. O caso permaneceu sob monitoramento por cerca de três anos.

Um episódio durante um período de recesso discountou a farsa. Ao ficar hospedada na casa da diretora, Amanda mudou de comportamento ao ser informada de que precisava retornar ao abrigo para a viagem da família. Ela passou a agir de forma agressiva, quebrou objetos e fez ameaças, causando surpresa à diretora.

A identidade real só veio à tona anos depois, quando a diretora recebeu documentos que comprovavam o nascimento em 10 de junho de 1988. Ela, atualmente próxima de completar 38 anos, continua sob investigação policial. A polícia apura quantas pessoas e instituições podem ter sido enganadas e se houve vantagem financeira ou material.

Investigação em curso

  • A polícia continua checando possíveis outras vítimas e instituições que teriam sido vitimadas ao longo dos anos.
  • O caso envolve perguntas sobre responsabilidades das entidades que acolheram a suspeita e possíveis impactos psicológicos nas pessoas atendidas.

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