- Mulher de 37 anos foi presa em Joinville, Santa Catarina, suspeita de fingir ter 12 anos para conseguir abrigo de uma família.
- O golpe, que pode ter acontecido desde 2018, envolve a utilização de nomes diferentes (Gabriele, Ana Clara, Maria Eduarda, Beatriz e Maria Clara) para se apresentar como criança.
- Os autos tramitam ou já tramitavam por falsidade ideológica em cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e em duas cidades de Santa Catarina.
- O caso mais antigo ocorreu em Minas Gerais, em Teófilo Otoni; em junho de 2023 ela foi presa no Rio de Janeiro em flagrante envolvendo denúncias de exploração sexual e cárcere privado.
- A Justiça autorizou exames de sanidade mental; a defesa afirma que aguarda a perícia técnica e não comenta o mérito do caso.
A mulher Amanda Maria Souza de Oliveira, 37, foi presa em Joinville, em Santa Catarina, nesta terça-feira (2). Ela é suspeita de fingir ter 12 anos para obter ajuda de uma família e aplicar golpes desde 2018. O flagrante ocorreu no distrito de Pirabeiraba.
De acordo com a polícia, Amanda apresentou-se com diversos nomes falsos ao longo dos golpes, incluindo Gabriele, Ana Clara, Maria Eduarda, Beatriz e Maria Clara. Em todos os casos, afirmou ser criança para ludibriar as vítimas.
Ao longo da investigação, surgiram indícios de atuação em pelo menos cinco estados: Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás. Os casos envolvem falsidade ideológica e estelionato, com relatos de ganhos financeiros para terceiros a partir da farsa.
Nessa linha do tempo, o caso mais antigo ocorreu em Teófilo Otoni, MG, onde foi acolhida como Beatriz, alegando ter 13 anos. Em junho de 2023, Amanda foi presa em Nova Iguaçu, RJ, sob suspeita de exploração sexual e cárcere privado envolvendo a falsa Maria Eduarda.
Na ação de Joinville, a polícia informou que Amanda ficou 14 meses abrigada pela família, que pagaou roupas e itens básicos após acreditar na adolescente. Ela também alegou ter passado por maus tratos e uso de hormônios na infância para sustentar a farsa.
O delegado Rodrigo Gusso afirmou que o caso evidencia alto poder de persuasão da investigada. A defesa pediu exames de sanidade mental, já autorizados pela Justiça, para avaliação técnica. Amanda segue sob prisão preventiva.
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