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PF diz que Paraguaios resgatados em PE viviam em degradantes condições

Paraguaios resgatados em Cabo de Santo Agostinho viviam em condições degradantes e tinham documentos retidos, em operação que desmantelou fábrica clandestina de cigarros

Fábrica clandestina de cigarros foi desmantelada nesta quinta (4) por forças integradas.
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  • PF identificou dezoito paraguaios resgatados no Cabo de Santo Agostinho, que viviam em condições degradantes e tiveram documentos retidos pelos responsáveis pelo esquema.
  • A ação aconteceu em uma fábrica clandestina de cigarros na localidade Pontezinha, com participação da Polícia Federal, Secretaria da Fazenda de Pernambuco e Polícia Militar.
  • Os trabalhadores teriam chegado por rotas diferentes e, ao serem levados ao local, ficaram impedidos de deixar o espaço de produção.
  • Dois brasileiros foram presos em flagrante e podem responder por organização criminosa, contrabando, fabricação clandestina, crimes contra a saúde pública, relações de consumo e infração tributária, com penas que podem passar de trinta anos.
  • A apreensão inclui produtos prontos para venda, insumos, maquinário e veículos; as peças serão periciadas e as investigações apontam para possível distribuição a outros estados do Nordeste.

A Polícia Federal informou que paraguaios resgatados em Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, viviam em condições degradantes e tinham documentos retidos pelos responsáveis pela fábrica clandestina de cigarros. A operação desarticulou a estrutura instalada na localidade de Pontezinha.

Segundo a PF, 18 paraguaios foram identificados no local. Eles teriam chegado ao Brasil por vias distintas e, ao serem encaminhados para o ponto de trabalho, permaneceram com liberdades restritas e sem acesso aos documentos.

A ação ocorreu nesta quinta-feira (4), em parceria entre a Polícia Federal, a Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE) e a Polícia Militar. O objetivo foi interromper a linha de produção de cigarros falsificados na região.

A fábrica clandestina apreendida reuniu grande volume de produtos prontos para venda, além de matérias-primas, maquinário e veículos ligados à logística da operação. A PF suspeita que a produção abastecesse Pernambuco e outros estados do Nordeste.

Parámetros do caso apontam que dois brasileiros foram presos em flagrante. Eles podem responder por organização criminosa, contrabando, fabricação clandestina, crimes contra a saúde pública, relação de consumo e infrações tributárias.

Os materiais apreendidos passaram por perícia, e as investigações devem identificar outros envolvidos e o alcance da distribuição dos cigarros ilegais. A PF também busca dimensionar a rede responsável pela operação.

Os presos foram encaminhados para procedimentos legais e devem passar por audiência de custódia. Se mantidas as prisões, eles serão transferidos ao sistema prisional. A PF não divulgou novos detalhes sobre testemunhas ou desdobramentos da investigação.

A Polícia Federal informou que acompanhará as medidas relacionadas aos trabalhadores resgatados, em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT), que foi acionado para monitorar a situação dos estrangeiros.

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