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Rodovia no Marrocos atinge 2.260 m de altitude na Cordilheira do Atlas

Passagem de Tizi n’Tichka liga Marrakech às regiões pré-saarianas, atinge 2.260 metros de altitude e impõe velocidade baixa pelas curvas e penhascos

Estrada de asfalto na cordilheira do Atlas ligando Marrakech às regiões pré-saarianas – Créditos: depositphotos.com / laudibi.gmail.com
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  • A passagem de Tizi n’Tichka, na cordilheira do Atlas, liga Marrakech às regiões pré-saarianas e atinge 2,260 metros de altitude.
  • A construção começou na década de trinta pela administração militar francesa para facilitar o movimento de tropas e mercadorias pela cadeia de montanhas.
  • A via é a mais sinuosa do Marrocos, com curvas fechadas e tráfego compartilhado por caminhões e ônibus em um asfalto estreito, sem barreiras em trechos.
  • O clima na região muda bastante ao longo do ano, alterando o tráfego: inverno com risco de avalanches, verão com risco de superaquecimento dos motores e primavera/outono com fluxo intenso de turismo.
  • Entre os destaques ao longo da rota estão aldeias berberes, cooperativas de argan e a Kasbah Ait Benhaddou, além de sustentar economias em Ouarzazate e Zagora.

A estrada que cruza a cordilheira do Atlas, conhecida como Tizi n’Tichka, é a rota rodoviária mais dramática do Marrocos. Situada a cerca de 2.260 metros de altitude, liga Marrakech às regiões pré-saarianas do país. A via é marcada por curvas sinuosas e caminhos estreitos, com penhascos ao lado.

A construção da passagem começou na década de 1930, pela administração militar francesa, para facilitar o movimento de tropas e mercadorias pela cadeia montanhosa. O traçado substituiu trilhas antigas usadas por caravanas berberes que percorriam a região por semanas.

O trajeto exige atenção constante dos motoristas. Não há proteções significativas nos penhascos, e caminhões de carga convivem com ônibus no asfalto estreito. As curvas exigem baixa velocidade, tornando a viagem tensa e necessária.

Condições climáticas e segurança

O Tizi n’Tichka é o ponto mais alto do norte da África, o que gera clima imprevisível que impacta viagens comerciais e turísticas. A seguir, as condições sazonais influenciam o tráfego na região.

Inverno: neve pode bloquear a estrada com avalanches. Correntes de neve são obrigatórias e bloqueios podem ocorrer.

Verão: o asfalto pode derreter, elevando o risco de superaquecimento de motores. Recomendam-se monitorar o radiador em subidas longas.

Primavera e Outono: há fluxo intenso de turismo, incluindo ônibus e motocicletas europeias. Motoristas devem redobrar a atenção em ultrapassagens de caminhões lentos.

Paisagens, povos e pontos de parada

A rota oferece contrastes geográficos desde planícies férteis com oliveiras até florestas de pinheiros, terminando em paisagem árida avermelhada. Ao longo do trajeto, destacam-se aldeias berberes, cooperativas de argan e a famosa Kasbah Ait Benhaddou, cenário de filmes.

O Ministério do Turismo aponta locais de interesse cultural próximos à passagem, reforçando a importância turística da região para o sul do Marrocos.

Dicas para quem aluga carro

A rota é popular entre viajantes de aventura, que usam jipes ou motos de grande porte. Recomenda-se evitar circular à noite, devido à iluminação precária. Buzinar antes de curvas cegas é prática comum local. Abastecimento deve ocorrer com antecedência, pois postos na montanha são escassos.

Relevância econômica da via

A estrada sustenta o escoamento de produtos agrícolas e o fluxo de turistas que buscam o Saara. A modernização do asfalto busca reduzir tempos de travessia e aumentar a segurança nas curvas mais perigosas.

A Tizi n’Tichka permanece como portal entre o norte cosmopolita e a região desértica, influenciando a economia de Ouarzazate e Zagora.

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