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Caso Henry: Jairinho condenado e perdão surpreendente

Jairinho é condenado a 43 anos, nove meses e vinte dias, com indenização de R$ 400.000,00; Monique Medeiros é absolvida

HORROR - O ex-vereador do Rio: ele sentia prazer em torturar crianças e só parou quando tirou a vida do enteado
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  • Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão, mais 400 000 reais de indenização.
  • Monique Medeiros foi absolvida do homicídio doloso, com a acusação desclassificada.
  • O julgamento ocorreu ao longo de onze dias pelo II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
  • Henry Borel, de 4 anos, morreu em 8 de março de 2021, em apartamento na Barra da Tijuca; o júri entendeu que Jairinho o agrediu até a morte.
  • A defesa de Jairinho explorou a falta de provas; a perícia do Instituto Médico-Legal indicou que Henry já estava morto ao chegar ao hospital. Monique afirmou ter sido vítima de relacionamento abusivo.

O caso Henry Borel chegou ao desfecho: Jairinho foi condenado por homicídio qualificado e Monique Medeiros, sua companheira, foi absolvida. O júri decidiu que o padrasto agrediu a criança de 4 anos até a morte, na Barra da Tijuca, RJ, na noite de 8 de março de 2021. A sentença inclui 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão e indenização de 400 mil reais. A mãe foi desclassificada do crime de homicídio doloso.

Durante o julgamento, ocorrido ao longo de 11 dias, a defesa de Jairinho alegou inocência e tentou demonstrar ausência de provas. A estratégia de Monique foi apresentar-se como vítima de um relacionamento abusivo e de um homem violento, buscando desconstituir a acusação de conivência.

A decisão foi recebida com surpresa por familiares da vítima e abriu-se um debate sobre proteção de crianças e adolescentes no país. O pai, Leniel Borel, afirmou que a condenação não resolve a dor nem o atraso na justiça, mas representa um respaldo importante para a apuração dos fatos.

Detalhes do veredito e próximos passos

Conforme o veredito, Jairinho agrediu Henry até a morte após entregar o garoto à mãe. O depoimento de Monique, que já havia cumprido pena na prisão preventiva, foi crucial para o desfecho. Peritos indicaram que a lesão hepática foi causada por agressão, não por acidente médico.

A defesa de Jairinho sustenta que o garoto chegou ao hospital já sem vida, e que a morte decorreu de falhas médicas na tentativa de reanimação. A versão foi contestada pela equipe de perícia, que indicou homicídio compatível com agressão.

O andamento do caso evidencia a complexidade de investigações envolvendo violência contra crianças e a duração de disputas jurídicas no sistema, com recursos, perícias e trocas de defesa ao longo de anos. A memória do caso permanece marcada pela brutalidade relatada durante o julgamento.

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