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Estelle-Sarah Bulle aborda racismo que molda sua obra na Feira do Livro

Racismo molda a obra de Estelle-Sarah Bulle em encontro com Bianca Santana, reforçando a voz negra na literatura

Escritora francesa Estelle-Sarah Bulle participa da mesa 'Laços de família' na praça Charles Miller, no Pacaembu.
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  • Estelle-Sarah Bulle, na Feira do Livro, afirma que o racismo é espinha dorsal da sua obra e que a cor de pele negra molda sua escrita.
  • Ela relatou episódios de racismo, como ser encaminhada a uma área de funcionários ao tomar café da manhã em hotel no Brasil e, em Guadalupe, ouvir perguntas de hóspedes brancos que confundem a autora com o staff.
  • A mesa de debate com Bianca Santana conectou trajetórias literárias que investigam origens familiares e identidade racial, mediada por Adriana Ferreira Silva.
  • Bulle citou a ausência da língua crioula do pai e disse que, em seus personagens, o crioulo aparece cada vez mais, reforçando a ideia de escrevivência.
  • O diálogo também abordou o contexto político, mencionando o bolsonarismo e a ditadura, e a necessidade de escrever para manter a memória histórica.

Estelle-Sarah Bulle participou de uma mesa na Feira do Livro, na qual mencionou como o racismo molda sua obra. A autora francesa destacou que experiências de discriminação tornam-se núcleo de suas narrativas, especialmente por ser mulher negra.

Durante o encontro, mediado por Adriana Ferreira Silva e com a presença de Bianca Santana, Bulle relatou episódios vividos em hotéis, como ser encaminhada a espaços reservados a funcionários e ouvir perguntas inadequadas sobre sua função. Situações similares já ocorreram quando visitava Guadalupe, território francês no Caribe.

A escritora explicou que não domina a língua crioula do pai, mesmo ouvindo-a na família, e que o desejo de ascensão social definiu escolhas linguísticas. Ela defende a ideia de escrever histórias próprias e verbos de comunidade negra, ampliando a representação na literatura brasileira.

Trajetórias entrelaçadas pela identidade

Bianca Santana destacou pontos em comum entre os percursos das duas escritoras, com foco na busca por narrativas que abordem origens familiares e identidade racial. Santana ficou conhecida por relatos como o início de uma jornada literária marcada por resistência e reflexão sobre raça.

Na sequência do debate, Chico Mattoso e Maria Brant discutiram obras que retratam o Brasil sob a ótica infantil durante a ditadura militar. Mattoso falou de O Hipopótamo, Brant de O Ano do Cometa, lembrando que a democracia enfrentou desafios profundos nas últimas décadas.

O texto de Mattoso apontou a ideia de ingenuidade sobre a democracia vinda após a ditadura. Brant ressaltou a continuidade de tensões políticas e a ascensão de ideias autoritárias nos últimos anos, especialmente com o impacto de eleições recentes.

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