- A Polícia Federal investiga a família Nunes, liderada por Mario Sergio Nunes, o “Serjão do PCC”, por integrar organização criminosa que movimentava cocaína entre estados.
- A estrutura envolvia caminhões, carretas, transportadoras, motoristas recrutados, contas de terceiros e empresas de fachada para ocultar o patrimônio.
- Uberlândia era o principal centro operacional, com cargas levando cocaína do Paraguai para o Brasil, passando pelo Mato Grosso do Sul e seguindo para Minas Gerais e outros estados.
- Foram apreendidos mais de duas toneladas de cocaína e cargas adicionais, em parte escondidas em compartimentos falsos de caminhões e pneus sobressalentes.
- Familiares próximos, incluindo a esposa e as filhas, seriam responsáveis pela movimentação de recursos e ocultação de patrimônio, com ex-genro apontado como laranja; alguns mandados resultaram em prisões em Uberaba.
A Polícia Federal deflagrou a operação Mens Occulta, que mira uma família suspeita de tráfico internacional de cocaína e lavagem de dinheiro. A ação envolveu mandados de prisão e de busca em cidades do Triângulo Mineiro, Uberlândia e Uberaba. O grupo é apontado como núcleo central de uma organização criminosa.
A PF afirma que a estrutura criminosa funcionava como uma empresa de fachada, com frota de caminhões, carretas e transportadoras, além de motoristas recrutados e contas de terceiros. O objetivo seria transportar grandes carregamentos e movimentar recursos ilícitos pelo país.
A investigação aponta uso de empresas de fachada para dar aparência legal às operações, com veículos vinculados a nomes de terceiros sem renda compatível. Carros, caminhões e outros bens estariam sendo usados para ocultar o patrimônio da quadrilha.
Quem é quem no esquema
Mario Sergio Nunes, conhecido como Serjão do PCC, liderava a organização e coordenava logística e finanças. A esposa, Maria Lourdetis Ferreira Silva Nunes, e as filhas Bruna e Brenda Silva Nunes teriam ajudado na movimentação de recursos e na ocultação de patrimônio.
O ex-genro Rhanniery Nunes Graciano seria apontado como laranja para ocultar bens ligados ao esquema. Advogado da defesa afirmou que acompanha os desdobramentos, mas não comenta o caso no momento.
Operação e localização dos cargos
A PF indicou que Uberlândia funcionava como centro operacional para recebimento, armazenamento e redistribuição da droga. As cargas teriam origem em estados estratégicos para o narcotráfico, como Mato Grosso e Rondônia, com destino a Minas Gerais.
Motoristas recrutados pela organização teriam papel central na logística, segundo a PF. A droga entrava no Brasil pelo Mato Grosso do Sul, ocultada em caminhões, e seguia para Uberlândia antes de distribuir para outras regiões.
Volume apreendido e perfil financeiro
Entre as apreensões, a PF informou ter retirado grandes carregamentos de cocaína, além de itens de luxo ligados ao grupo, como veículos e propriedades. A polícia também coleta indícios de movimentação financeira de cerca de 70 milhões de reais em cinco anos.
A investigação indicou ainda que o grupo mantinha um padrão de vida incompatível com a renda declarada. Em nota, a defesa mencionou a colaboração com as autoridades, sem comentar aspectos específicos.
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