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Juiz revela que menores estupradores evitaram prisão por limitações intelectuais

Três adolescentes acusados de estupro recebem medidas de reabilitação em vez de prisão; juiz aponta limitações intelectuais, com ordens de supervisão rígidas

One of the girls was attacked in an underpass beside the River Avon
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  • Três jovens foram condenados por estupro de duas meninas em Fordingbridge, Hampshire, em ações ocorridas em 2024 e 2025.
  • O juiz proferiu que a pena deveria priorizar a reabilitação, devido a limitações intelectuais profundas e ao potencial de recuperação dos rapazes.
  • Dois adolescentes, com 14 anos na época, receberam ordens de reabilitação juvenil com supervisão intensiva de 180 dias; o terceiro, com 13 anos, recebeu 18 meses de YRO.
  • Exigências médicas destacaram déficits cognitivos e impedimentos neurológicos, incluindo QI no percentil inferior e transtorno de déficit de atenção/hiperatividade.
  • As sentenças foram encaminhadas ao Tribunal de Apelação para revisão, após a divulgação do parecer completo do juiz sobre o caso.

Três jovens foram condenados por rapto e violação de duas meninas em ataques ocorridos em Fordingbridge, Hampshire. Os garotos receberam ordens de reabilitação juvenil (YROs) em vez de prisão, após um veredito de 10 acusações de estupro envolvendo os casos de 2024 e 2025. A decisão-geral chamou a atenção pública.

Segundo o registro completo, especialistas destacaram limitações neurológicas e o potencial de reabilitação como fatores centrais na sentença. Dois dos adolescentes apresentavam deficiências intelectuais significativas, influenciando a avaliação de responsabilidade e compreensão do impacto às vítimas.

J, então com 14 anos, e N, também com 14, foram considerados culpados de estupro de uma garota de 15 anos em novembro de 2024. Em janeiro de 2025, uma segunda vítima de 14 anos foi submetida ao mesmo ataque, com a participação dos dois meninos. Um terceiro menino, E, com 13 anos, foi considerado cúmplice.

Desenvolvimento e critérios

O tribunal recebeu avaliação de um especialista do Serviço de Justiça Juvenil, que indicou que a custódia poderia ser prejudicial para um dos réus devido às deficiências. O juiz informou que a conduta de N ocorreu com impedimentos profundos, incluindo déficits de compreensão.

O juiz relatou que N teve IQ entre os menos de 1% da população e apresentava TDAH e “lesões neurológicas extremas” que dificultavam o convívio escolar. A mãe descreveu N como mais próximo de uma criança de oito anos.

Para E, a avaliação psicológica apontou “baixa capacidade intelectual” e compreensão limitada de consentimento. Tais fatores contribuíram para determinar que a detenção não era apropriada, com foco em reabilitação conforme diretrizes infantis.

A decisão também destacou que, para menores, a pena deve privilegiar a reabilitação e não o encarceramento, sempre que possível. O juiz enfatizou uma abordagem individualizada, centrada na criança.

Situação processual

J e N receberam YROs de três anos, com 180 dias de supervisão intensiva. E recebeu YRO de 18 meses. Os três voltarão à comunidade sob monitoramento para acompanhar o progresso e avaliar avanços em tratamento e conduta.

As sentenças estão sendo analisadas pelo Court of Appeal, após revisão. O caso envolve acusações de ataque sexual contra duas vítimas em momentos distintos, com decisões anteriores e posteriores discutidas no tribunal.

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