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Justiça do RJ extingue ação de Bruno contra Meta após prisão

Justiça do Rio extingue ação de Bruno Fernandes contra Meta após prisão, por incompatibilidade do rito dos Juizados Especiais com a restrição de locomoção

Goleiro Bruno e Logo Meta | Reprodução
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  • A Justiça do Rio de Janeiro extinguiu a ação de Bruno Fernandes contra a Meta ( Facebook e Instagram) após a prisão do goleiro em maio.
  • A decisão foi proferida pela 1ª Vara do Juizado Especial Cível de Campos dos Goytacazes, que considerou incompatível manter o processo no rito dos juizados especiais durante a prisão.
  • Bruno foi preso em 8 de maio, em São Pedro da Aldeia, por descumprir condições da liberdade condicional.
  • O magistrado explicou que pessoas privadas de liberdade não podem participar de processos nos Juizados Especiais, já que a presença em audiências de conciliação é exigida, inviável com a prisão; Bruno chegou a pedir participação virtual, mas teve os pedidos negados.
  • O processo foi extinto sem análise do mérito; Bruno pode abrir nova ação baseada nos mesmos fatos na Justiça comum; ele já foi condenado pela morte de Eliza Samudio em 2010.

A Justiça do Rio de Janeiro extinguiu a ação movida pelo goleiro Bruno Fernandes contra a Meta, empresa responsável pelo Facebook e Instagram, após a prisão do ex-atleta em maio. A decisão foi proferida pela 1ª Vara do Juizado Especial Cível de Campos dos Goytacazes. A medida extinguiu o processo sem análise do mérito.

O magistrado entendeu que, enquanto Bruno estiver preso, não há viabilidade de continuidade no rito dos juizados especiais. A presença das partes em audiências de conciliação é requisito nesses casos, o que fica indisponível diante das restrições de locomoção impostas pela detenção.

Bruno foi detido em 8 de maio, em São Pedro da Aldeia (RJ), por descumprir condições da liberdade condicional. A decisão ressaltou que pessoas privadas de liberdade não podem participar de processos que tramitam nos Juizados Especiais Cíveis, o que motivou o encerramento.

Extinção do processo

Antes da prisão, o goleiro havia acionado a Meta em março, alegando falhas no perfil profissional do Instagram. Segundo ele, a visibilidade da conta ficou reduzida e usuários chegaram a pensar que o perfil deveria ter sido excluído ou desativado.

A extinção ocorreu sem análise do mérito das alegações. Como resultado, Bruno mantém o direito de apresentar nova ação com os mesmos fatos, desde que o processo tramite pela Justiça comum e não nos Juizados Especiais.

Bruno Fernandes cumpre pena pela morte de Eliza Samudio, ocorrida em 2010. A detenção recente levou a Justiça a encerrar o caso contra a Meta antes de discutir as acusações apresentadas.

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