- No primeiro trimestre de 2026, roubos e furtos de motocicletas na Região Metropolitana de São Paulo caíram 22%, totalizando 5.857 ocorrências contra 7.545 no mesmo período de 2025.
- A Honda lidera as ocorrências, com a CG 160 em primeiro lugar, somando 1.968 furtos ou roubos — cerca de um terço do total — e 19% a menos que no 1T de 2025.
- No ranking de modelos acima de 500 cilindradas, a CB 500 foi a mais visada (33 ocorrências), seguida por Royal Enfield Himalayan 650 e Triumph Tiger 900.
- Em relação à cidade de São Paulo, houve descentralização dos furtos/ roubos: Santo Amaro (Zona Sul) passou a liderar com 117 ocorrências, seguido por Barra Funda (Zona Oeste) e Tatuapé (Zona Leste).
- Nos modelos de baixa cilindrada, furtos ganharam peso (74,35% das ocorrências), enquanto, entre modelos acima de 500 cilindradas, 65% eram roubos e 35% furtos, com motos mais novas visadas na faixa de baixa cilindrada e mais velhas na faixa alta.
A queda dos roubos e furtos de motocicletas na Região Metropolitana de São Paulo foi de 22% no primeiro trimestre de 2026, aponta levantamento da Ituran. Foram 5.857 ocorrências, frente 7.545 no mesmo período de 2025. O recuo segue a tendência de melhoria observada no setor.
O estudo aponta que a Honda é a marca mais visada, om a CG 160 liderando o ranking com 1.968 ocorrências. O modelo representa quase um terço do total na região, mesmo com queda de 19% em relação ao 1º tri de 2025. Na sequência aparecem outras Honda, Yamaha e TVS.
A lista de motos acima de 500 cilindradas com mais roubos e furtos também tem a Honda no topo, com a CB 500 registrando 33 ocorrências. Outras marcas acima de 500 cilindradas aparecem pouco abaixo, como Royal Enfield Himalayan 650 e Triumph Tiger 900.
Top 10 motos acima de 500 cilindradas
- Honda CG 160: 1.968 ocorrências
- Honda CG 150: 247
- Honda XRE 300: 201
- Yamaha XTZ 250: 186
- Yamaha Fazer 250: 183
- Honda CBX 300 Twister: 166
- Honda PCX 150: 161
- Honda NXR 160 Bros: 138
- TVS Sport 110: 137
- Honda CG 125: 126
A Yamaha Fazer 250, segunda colocada no 1º tri de 2025, caiu para 183 ocorrências em 2026, ante 350 no ano anterior. A Yamaha XTZ 250 teve 186 ocorrências em 2026, frente 337 em 2025. A TVS Sport 110 aparece pela única vez no ranking, com 137 ocorrências.
Mapa do roubo muda em São Paulo
Na capital, há sinal de descentralização dos furtos e roubos. Em 2025, as ocorrências foqueavam zonas Leste e Sul; em 2026, a distribuição se tornou mais ampla pela cidade. Santo Amaro, na Zona Sul, passou a ser o bairro mais problemático, com 117 ocorrências no 1º tri, ante 82.
A Barra Funda, na Zona Oeste, soma 80 ocorrências; Tatuapé, na Zona Leste, registra 74; Santana e Freguesia do Ó, na Zona Norte, têm 73 e 61, respectivamente. Mesmo com dispersão, a Zona Sul continua entre as mais atingidas, especialmente Capão Redondo, Campo Limpo e Grajaú.
Entre motos acima de 500 cilindradas, o Rio Pequeno, na Zona Oeste, lidera em 2026, refletindo fácil acesso a vias rápidas. Campos Limpo, Jabaquara e Parque Edu Chaves aparecem entre os pontos com maior volume de ocorrências.
Furtos crescem na capital
A Ituran aponta aumento relativo da participação dos furtos entre motos de baixa cilindrada em 2026, atingindo 74,35% das ocorrências. Já para modelos acima de 500 cilindradas, roubos continuam predominantes, mas com queda de cerca de 11 pontos percentuais.
O estudo indica que modelos mais novos de baixa cilindrada são alvo frequente, enquanto motos mais antigas concentram os ataques acima de 500 cilindradas. Entre as motos com até dois anos, somam 2.042 ocorrências; com mais de dez, 780.
Segundo os dados, a tendência é de maior distribuição geográfica dos furtos. O perfil dos crimes, inclusive, indica maior dispersão entre a capital e a região metropolitana.
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