- Eduardo Ferrão, do Rio de Janeiro, e Letícia Amaral de Araújo, mineira morando em Lisboa, foram dois dos cinco vencedores da 16ª edição do Concurso Sardinhas de Lisboa.
- A disputa recebeu três mil cento e vinte oito desenhos de oitocentos e sessenta e dois autores, vindos de sessenta e seis países.
- Eduardo criou a sardinha “Bolo de Arroz”, que transforma o doce tradicional de Lisboa na forma da sardinha para valorizar as pastelarias locais.
- Letícia apresentou “O Telefone das Coscuvilheiras”, com duas varandas e um “telefone de lata” para retratar a fofoca cotidiana de vizinhas, em tom humorístico.
- Os vencedores ganham euros mil e quinhentos cada; as sardinhas premiadas são exibidas em ônibus, no metrô e na decoração das festas dos santos populares em Lisboa.
A 16ª edição do Concurso Sardinhas de Lisboa revelou dois talentos luso-brasileiros entre os vencedores. O carioca Eduardo Ferrão e a mineira natural de Belo Horizonte, Letícia Amaral de Araújo, integram a lista de cinco premiados. A mostra reuniu 3.128 desenhos de 1.762 autores de 66 países.
Ferrão concorreu com a peça Bolo de Arroz, inspirada em projetos de moradores que valorizam cafés e pastelarias históricas. A ilustração transforma o doce tradicional numa sardinha, destacando a massa fofo e a cobertura açucarada. O objetivo é promover conservação de receitas locais.
Letícia assinou O Telefone das Coscuvilheiras, que retrata cenas de coscuvilhice entre duas senhoras em varandas. A obra usa humor para evidenciar o costume social de conversar e criar histórias coletivas. A figura é integrada a um cenário de sardinha com varal e telefone de lata.
O concurso, criado em 2011 pela EGEAC, envolve artistas amadores e profissionais. As propostas vencedoras servem como imagem da campanha visual das festas dos santos populares, símbolo da identidade lisboeta. Além de Ferrão e Letícia, outras peças premiadas incluíram trabalhos de Portugal e do Uruguai.
Entre os premiados, cada vencedor recebe 1.500 euros. O destaque maior é a veiculação das sardinhas nos painéis dos ônibus, no metrô de Lisboa e na decoração das festividades. Ferrão cogita viajar para acompanhar a celebração, enquanto Letícia já presenciou a repercussão do seu trabalho.
A tradição da sardinha é associada às festas populares de Lisboa, em paralelo às festas juninas no Brasil. O tema dialoga com a cultura local, fortalecendo a presença do peixe na memória coletiva, nos mercados e nas celebrações de verão.
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