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Mãe que perdeu bebê de 17 semanas relata arrependimento por não segurá-lo

Mãe que perdeu o filho na 17ª semana há treze anos fala de arrependimento e destaca que a enfermeira o segurou, orientando o luto perinatal

Jennie Hardman teve uma perda gestacional de 17 semanas.
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  • Jennie Hardman, terapeuta especializada em luto perinatal, revela arrependimento 13 anos após uma perda gestacional na 17ª semana.
  • O bebê ficou vivo por cerca de um minuto após o nascimento; foi a enfermeira quem o segurou, não a mãe.
  • Jennie ficou três dias internada e foi colocada na ala de parto, próximo de mães que estavam recebendo seus filhos; houve momentos desconcertantes, como cumprimentos com “parabéns”.
  • Durante a internação, ela se dissociou como defesa diante do trauma; hoje trabalha com luto perinatal e enfatiza a importância de reconhecer o bebê como tempo compartilhado.
  • A cura incluiu memórias físicas e artísticas: impressões em cerâmica do bebê, fotos, tatuagem, terapia de luto e divulgação de apoio a mães em luto, com acompanhamento na clínica e redes sociais.

Jennie Hardman, terapeuta norte-americana de 45 anos, relembra, 13 anos depois, a perda gestacional ocorrida na 17ª semana durante um aborto espontâneo. O bebê ficou vivo por cerca de um minuto ao nascer; segundo o relato, foi uma enfermeira quem o segurou no colo naquele momento.

Na ocasião, Jennie estava cursando mestrado em serviço social e precisou enfrentar a internação que durou três dias, de segunda a quarta-feira. O hospital a alojou na ala de parto, com outras mães que recebiam os filhos, o que tornou o cenário ainda mais doloroso para ela.

Ao longo do tratamento terapia, a terapeuta identificou dissociação como mecanismo de defesa diante do trauma. Ela lembra ter dito ao marido que desejava que ele pudesse substituir o papel dela naquele momento.

A enfermeira que marcou a experiência

Entre as profissionais presentes, uma enfermeira foi citada pela paciente como presença firme durante a internação. Em momentos tensos, a profissional orientou o marido a deixar a sala e reforçou que a perda afeta os pais de formas distintas. Jennie guarda a impressão de que a enfermeira, que já havia atendido outras famílias, ofereceu suporte essencial.

Quando o bebê nasceu, Jennie passou a nutrir gratidão pela atuação da enfermeira, ainda que não tenha certeza de quem o segurou. Esse encontro é visto pela paciente como um ponto de conforto em meio ao sofrimento.

Memória, cura e vida após a perda

Após a alta, Jennie buscou tratamento focado no luto acompanhado de trauma. A terapeuta relata que o reconhecimento do trauma é necessário para que o luto seja processado de forma mais estável. O hospital guardou impressões em cerâmica das mãos e dos pés do bebê, além de fotos, que Jennie recuperou um ano depois.

Em seguida, realizou uma tatuagem com as impressões do bebê e compartilha o tema do luto com outras mães. Hoje, ela atende na clínica Jennie Hardman Therapy e produz conteúdos de apoio no Instagram @wholemotherstory, auxiliando mães em luto gestacional e gestantes em situações semelhantes. A história de Jennie serve como referência para quem busca acolhimento e compreensão durante esse tipo de experiência.

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