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Marc Bloch defendeu a verdade mesmo quando sua vida corria risco

Marc Bloch ganha cenotáfio no Panteão de Paris, reconhecendo sua resistência e fidelidade à verdade durante a ocupação nazista

Marc Bloch será homenageado no Panteão de Paris
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  • O governo francês anunciou que Marc Bloch, historiador francês, receberá um cenotáfio no Panteão de Paris em homenagem aos oitenta anos da libertação de Estrasburgo do domínio nazista.
  • Bloch foi cofundador da Escola dos Annales, ao lado de Lucien Febvre, e defendia a revisão de abordagens positivistas e marxistas na história, com foco na história das mentalidades.
  • Durante a Segunda Guerra Mundial, ele participou da resistência como maquisardo e era judeu; foi preso pela Gestapo em Lyon em março de 1944 e brutalmente torturado, sem entregar nomes.
  • Morreu em 16 de junho de 1944, atingido por tiros pelas costas; sua esposa, Simonne Vidal, faleceu pouco depois, vítima de câncer, deixando seis filhos.
  • Os descendentes concordaram com a homenagem anunciada pelo governo, pedindo que as cinzas permaneçam no sepulcro da família na Creuse e que ninguém da extrema direita compareça à cerimônia.

Marc Bloch, historiador francês, recebe cenotáfio no Panteão de Paris. A honraria foi anunciada pelo governo na celebração de 80 anos da libertação de Estrasburgo, na França. A decisão preserva a memória de quem enfrentou riscos na Segunda Guerra Mundial para defender a verdade.

Conhecido por obras como A Sociedade Feudal e Os Reis Taumaturgos, Bloch ficou famoso entre estudantes pelo livro Apologie pour l histoire ou métier d historien. Sua visão questiona o positivismo e a ortodoxia marxista, propondo uma nova compreensão da história.

Ao lado de Lucien Febvre, fundou a Escola dos Annales em 1929, que valorizava a história das mentalidades. Nascido em Lyon, cresceu em meio ao caso Dreyfus e participou da Primeira Guerra, destacando-se na Batalha do Marne.

Homenagem no Panteão

Durante a libertação de Estrasburgo, o governo francês decidiu homenagear Bloch no Panteão. O cenotáfio será instalado no histórico templo, que abriga personalidades como Voltaire, Hugo, Diderot, Zola e Marie Curie.

A família pediu que a cerimônia respeitasse a memória de Bloch e de sua esposa, Simonne Vidal, falecida em 1944. Os descendentes também pediram que membros da extrema direita não participassem do ato.

Bloch foi preso pela Gestapo em Lyon, torturado e morto a tiros em junho de 1944. Sua atuação como(maquisard) e sobrevivência ao ambiente hostil da ocupação alemã o tornou símbolo de resistência e integridade intelectual.

O legado do historiador inclui a defesa da ética na pesquisa e a crítica a abordagens que reduzem o passado a dados frios. Para muitos, ele representa a coragem de manter a verdade mesmo sob risco extremo.

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