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Marido mata mulher e comete suicídio na zona sul de São Paulo

Marido mata mulher de 39 anos na Cidade Dutra, zona sul de São Paulo, e comete suicídio; arma é apreendida e caso é registrado como feminicídio

Mulher de 39 anos foi encontrada morta dentro de casa na Avenida Antônio Ramos Júnior, na região de Cidade Dutra
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  • Mulher de 39 anos foi encontrada morta dentro de casa na avenida Antônio Ramos Júnior, Cidade Dutra, em São Paulo, na tarde de sexta-feira, 5.
  • O marido enviou mensagens ao irmão dizendo que havia matado a companheira e que iria se suicidar.
  • A Polícia Militar encontrou o casal no interior da residência; uma pistola foi apreendida para perícia.
  • O caso foi registrado como feminicídio e suicídio e encaminhado à 6ª Delegacia de Defesa da Mulher.
  • No primeiro trimestre de 2026, o estado de São Paulo teve 86 feminicídios; no Brasil, foram 399 vítimas no mesmo período.

Uma mulher de 39 anos foi encontrada morta dentro de casa, na zona sul de São Paulo, na Avenida Antônio Ramos Júnior, em Cidade Dutra, nesta sexta-feira (5). O marido avisou o irmão de que havia cometido o crime e pretendia se suicidar, conforme a Polícia Militar. A vítima estava no quarto, já sem sinais de vida, quando a PM chegou ao local.

A intervenção policial revelou uma pistola ao lado do marido, que estava no chão. A arma foi apreendida para perícia e o caso foi registrado como feminicídio e suicídio. O erro de investigação ficará a cargo da 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, que trata do inquérito.

Contexto de feminicídios em SP e no Brasil

O estado de São Paulo registrou, no primeiro trimestre de 2026, o maior número de feminicídios da série histórica, com 86 casos. Ao todo, foram 86 registros entre janeiro e março, avanço de 41% frente ao mesmo período de 2025.

No Brasil, houve alta de 7,5% no total de feminicídios no 1º trimestre deste ano, com 399 vítimas, ante 371 no mesmo intervalo de 2025. O dado nacional representa a maior marca para um trimestre nos últimos 11 anos, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Pesquisadores destacam que parte do aumento decorre de melhorias na notificação, que passa a classificar mais mortes como feminicídio. Ainda assim, o peso do machismo e a relação entre agressor e vítima continuam como fatores relevantes para as ocorrências.

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