- ONS acionou pela primeira vez um plano emergencial para reduzir a geração de energia devido ao excesso de oferta prevista para este domingo.
- A medida usa a nova regra aprovada pela Aneel em novembro de 2025, criada para evitar desequilíbrios no sistema elétrico.
- A previsão indica carga reduzida e baixo consumo no domingo, o que levou a reduzir a geração das usinas sob coordenação direta do ONS.
- Como a redução inicial não bastou, foi acionado o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição, para cortar principalmente a geração de usinas solares de pequenos e microgeradores conectados às redes das distribuidoras.
- O ONS disse que seguirá acompanhando o SIN, coordenando ações conforme a demanda e a nova realidade eletroenergética, para garantir segurança e eficiência.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou pela primeira vez um plano emergencial para reduzir a geração de energia no país, devido ao excesso de oferta prevista para este domingo (7). A medida visa evitar desequilíbrios no sistema elétrico e possíveis interrupções na transmissão.
A previsão aponta demanda menor do que a oferta, o que aumenta o risco de sobrecarga da rede. A redução inicial abrange usinas sob coordenação direta do ONS. Mesmo assim, o órgão considerou necessário acionar o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes na Rede de Distribuição.
A nova regra, aprovada pela Aneel em novembro de 2025, será utilizada para cortar a geração de pequenos e microgeradores conectados às redes das distribuidoras. Trata-se de uma ferramenta inédita no gerenciamento da energia diante do cenário de excedentes.
Implementação do plano e seus efeitos
O ONS informou que seguirá monitorando o SIN e coordenando ações com os agentes do setor para manter a segurança do sistema. A medida visa reduzir a geração de pequenas fontes solares para equilibrar oferta e demanda.
Especialistas apontam que o excedente de energia ocorre mesmo com baixa demanda em fins de semana, devido à expansão de energia solar. A prática busca evitar quedas de transmissão e manter a confiabilidade do abastecimento.
O operador já realizava cortes de geração em eólicas e grandes usinas solares. O diferencial agora é a aplicação de um instrumento regulatório voltado a pequenos geradores distribuídos pelas redes das concessionárias.
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